sábado, 29 de setembro de 2012

“O Povo Brasileiro” baseado na obra do sociólogo e antropólogo Darcy Ribeiro.



“O Povo Brasileiro” de Isa Grinspum Ferraz
O antropólogo Darcy Ribeiro (1913-1997) foi um dos maiores intelectuais brasileiros do século XX.  O Povo Brasileiro, em que o autor responde à questão "quem são os brasileiros?", investigando a formação do nosso povo.   Conta com a participação de Chico Buarque, Tom Zé, Antônio Cândido, Aziz Ab´Saber, Paulo Vanzolini, Gilberto Gil, Hermano Vianna, entre outras personalidades. 

PRIMEIRO CAPITULO: MATRIZ INDÍGENA.
Ele questiona como seria o mundo em cinquenta anos, como gostaríamos que fosse e como ou o que faríamos pra viver melhor. O curso indígena e seus costumes, o legado e vestígios do que ficou pra gente, na culinária, comportamento, escrita e modo de viver. O contato com os homens brancos e suas crenças a prova, juntamente com seus costumes.  Tradições estas questionadas pelos homens brancos, acreditar nas pratica, na palavra, e de que o todo era de todos, da não posse. Para o índio tudo tem ritual, é cantado e festejado, é feito de forma alegre, comunitária, e participativa.

SEGUNDO CAPITULO: MATRIZ LUSA.
Inspirado nos árabes, judeus que contribuíram para estas técnicas, assim desenvolveram suas tecnologias navais e de exploração os portugueses resolvem se aventurar no mar, dotados de precocidade e ousadia. Sendo os Portugueses a colônia de lusitanos, galeses e célticos e após 8 a.C. gregos , Cartagineses e Romanos.Herdaram da cultura latina e grega a língua e a escrita, onde ficaram no centro dos embates entre Nomos e Castelanos por isso sua língua tão peculiar. Do sagrado ao econômico; Poe se a navegação, a fim de ultrapassar o cabo da boa esperança em conquista de novas terras escravizando e estabelecendo infraestrutura, até Ásia e Índia. As caravelas repletas de portugueses, e uma variação étnica de povos, culturas, fauna e flora.

SEGUNDO CAPITULO: MATRIZ AFRICANA.
África lugar onde a espécie humana nasceu em sua maioria, vindos de Angola, Congo, Daomé e Nigéria. A maior formação dos brasileiros, sua presença fez quase tudo que aqui se fez. Costa do Ocidente, Ciclo da Guiné, Bantús povo vindo da costa de Angola e Congo trazendo com eles suas tradições cerâmicas, o lidar com a agricultura, metalurgia, religiosidade, misticismo  banto, sagrado no todo que se faz e existência de dois mundos este e o após.Nos Caipes, a moeda e as transações, europeus e africanos já sabidos sobre o que era a escravidão. Eram duas divisões básicas e Angola e Congo, e o Povo Maui, Geges,Manos ( terras ou tribos de Oyó,Ketú  e Irê) e Ouças sendo estes muito parecidos e com costumes árabes sabiam ler escrever além da cultura mais avançada.


Síntese

Os referidos documentários demonstram de forma clara, não tão simples, mas de forma inteligente que o povo brasileiro é, foi e sempre será antropologicamente grata a África por ser um povo multi étnico. Na contramão desta afirmação do ant, não é possível ainda compactuar com a ignorância de todos nós diante de tanta riqueza histórica, misturas de culturas e formas, que se fez e moldou nosso povo.
O documentário tem uma importância além de histórica reparadora, é um chamamento para a percepção de todos nós no que, se dizem raízes ou qual seria a verdadeira origem do nosso povo.
As nossas belezas, origens, costumes, crenças, arquitetura, pensamento, peculiaridades etc... Desde as línguas regionais até tudo que somos hoje contemporaneamente.
Como se deu as diferenças e cotrates sociais de uma civilização marcada por uma serie de povos, que de alguma forma galgou a nossa brasilidade.
Como nos sentirmos inferiores ainda nos tempos de hoje?
Não sabemos o quanto somos primorosos e ricos em cultura e diversidades, diferente de outros povos que tem esta noção e nos observa de longe.
Como realizar uma mudança no pensamento do futuro através da educação, e orgulhar se de tudo isso, fazendo um refletir acontecer e florescer em nós?
Muita observação e aços seriam imprescindíveis de forma democrática, em reparar os nos pensamentos e ações.
“Para Darcy Ribeiro: Os Brasileiros operam no quadro social, mas como integrantes das camadas pobres, mobilizáveis todas por iguais aspirações de progresso econômico e social [...]. Acresce, ainda, que [...] mais do que preconceitos de raça ou de cor, têm os brasileiros arraigado preconceito de classe”. 



Ricardo Camilo dos Reis

ANALISE DO LIVRO: LUIZ GAMA – O Libertador de escravos e sua mãe libertaria Luiza Mahin.



É POSSÍVEL PERCEBER QUE A HISTORIA É ESCRITA PELOS COVARDES, POLÍTICOS E POR AQUELES QUAIS, MANTÉM INTERESSES E PODER. O MANIPULAR A HISTORIOGRAFIA DE UM POVO, FICA EVIDENTE NA OBRA DE LUIZ GAMA.
COM ISSO PERCEBE SE QUE, HISTORIAS DE POVOS, SUAS CONQUISTAS, É REALIZADA POR PERSONAGENS PROTAGONISTAS E SEUS COADJUVANTES, O OPRIMIDO, MAS NÃO É ESCRITA POR ESTES.
E SIM SEUS OPRESSORES E QUE MANTÉM  INTERESSES SOBRE ELA, PERCEBER ISSO SEM UMA INVESTIGAÇÃO E UM DISTANCIAMENTO DO SENSO COMUM, PODE SER DIFICULTOSO, VISTA QUE AQUELES QUE QUEREM ESCONDER A HISTORIA REAL TÊM INTERESSES PESSOAIS.
UMA LINDA HISTORIA DE LUTA CONTRA ALGO QUE O AFETAVA DIRETAMENTE, EM UM CONTEXTO HISTÓRICO, QUE FARIA QUALQUER OUTRO HOMEM DESISTIR, UMA  BRAVA  LUTA NA BUSCA DA VERDADE E DIGNIDADE DO CIDADÃO PERTENCENTE A ESTA TERRA, FAZENDO SUA PARTE PELA IGUALDADE NUMA TERRA USURPADA, SUCATEADA E INVADIDA, SENDO O PALCO  DE UMA  DRAMATURGIA SUJA  E TRISTE  PARA COM UM POVO MANIPULADO EM UM SISTEMA HISTÓRICO DE SEGREGAÇÃO E DIFERENÇAS SOCIAIS.
MOUZAR BENEDITO COLOCA A HISTORIA EM SEU DEVIDO LUGAR DE FORMA PRIMOROSA, E DEMOSTRA NESTA PEQUENA OBRA “LUIZ GAMA – O LIBERTADOR DE ESCRAVOS E SUA MÃE LIBERTARIA LUIZA MAHIN” OS ESQUECIDOS QUE A HISTORIA ESCONDEM OU NÃO SE FALA. UM OLHAR PECULIAR UTILIZANDO COM MUITA INTELIGENCIA E ASTUCIA SOBRE AS MAZELAS DO SEU POVO, FAZENDO COM QUE SUA LUTA MUITAS VEZES SOBRE REPRESSÃO E BOICOTE FOSSE VALIDA PARA AQUELES E PRECISAVAM DE UM REPRESENTANTE, ALGUÉM QUE FALACE, DEFENDERA SEUS IDEAIS DE LIBERDADE, EM SER UM CIDADÃO DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, QUE SE CONFUNDE QUANDO TENTA DEMOSTRAR SUA INDENIDADE  FAZENDO ASSIM O DESCONHECIMENTO E FALTA DE MEMORIA REFERENTE À SUA PRÓPRIA HISTORIA.
PERCEBO QUE MINHA FUNÇÃO COMO EDUCADOR E RECONSTRUIR A HISTORIA EVIDENCIANDO, OS VERDADEIROS GUERREIROS E LUTADORES DE CAUSAS PERTINENTES, POIS SOMENTE ASSIM PODEMOS ORGANIZAR A HISTORIA COMO ELA DEVERIA ESTAR ISSO É UMA REPARAÇÃO CONTINUA ONDE O SISTEMA QUE HOJE SE ENCONTRA INSTALADO DE BUROCRATAS SENTADOS EM SUAS COMODAS SITUAÇÕES DE INTERESSES CAPITAIS, ONDE REPARA A HISTORIA PODE TRAZER A TONA UM VERDADE NÃO TÃO SABOROSA E ADOCICADA QUE A MÍDIA  O CAPITAL DE CONSUMO E A POLITICA PREFERE REPRODUZIR, COM UM INTUITO CLARO DE INTERESSE DE POUCOS.
 PENSO AINDA, QUANTOS OUTROS O SISTEMA TENTA ABAFAR E COLOCA LOS A MARGEM DAS VERDADEIRAS LUTAS QUE TRAVARAM, EM TORNO DE UMA REPUBLICA MAIS DIGNA E IGUALITÁRIA PARA SE VIVER?
FAZER O OUTRO PERCEBER SUA HISTORIA RECONHECENDO SEUS VERDADEIROS HERÓIS  E CONTRIBUIR PARA UM PENSAMENTO LIVRE, ONDE CADA UM POSSA ANALISAR SABENDO A VERDADE E SEUS DIFERENTES LADOS, PROPORCIONANDO UM PERCEBER SOBRE SI E O OUTRO HISTORICAMENTE, ONDE REFLETIR FARA QUE ESTE SE COMPROMETA COM O BRASIL ONDE A SUA VERDADE DEVE E PRECISA SER REESCRITA, REORGANIZADA QUANTO AO SEU HISTÓRICO E SUAS IDEIAS DE NAÇÃO COM IGUALDADES RACIAIS, O QUE É UMA INVERDADE, SENDO PRECISO FAZER MUITAS REPARAÇÕES DIATE DE TODO O MAL CAUSANDO AO LONGO DA HISTORIA.
Ricardo Camilo dos Reis - Graduando em Filosofia pela UMESP – Universidade Metodista de São Paulo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ENSAIO SOBRE O AMOR Ἔρως;"



A racionalidade é uma oposição direta ao afetivo e sentimental na filosofia, qual a verdade do ser, a filosofia tem que dizer o que o ser é.
 Sócrates Desenvolve uma dialética sobre “Eros”, e o que seria o amor.
Nas discussões que se seguem, entre Sócrates, e sua dialética para com o sofista Fédon e os outros convidados, ele se utiliza da retórica com o fim, de desenvolver um discurso a conduzir Fédon à razão, mas com um propósito claro; A verdade do ser. Verdade esta, que lhe foi ensinada pela sacerdotisa Diotima de Martinéia.
Eros é algo entre o mortal e imortal, ou seja, Daimom, filho de Poros e Penia, características delicadas, belo astuto, um “dês causo” ele não é por natureza, nem mortal, nem imortal, no mesmo dia floresce e vive e morre. Eros = Daimom = filosofo = amante.
O amante do belo, feliz, ou seja, a eudaimonia.
O bom e o belo esta para além do caráter moral, tudo é feito, fabricado “poiesis”, mito quem fabrica “poiétes” fazedor.
Onde ocorre a geração em beleza, amante, belo, bom e imortal por fim, feliz. Alma X corpo (homem) imortal X mortal, O homem que gera o mito, a natureza, analogias e a filosofia o Ascer Erótica.
Clarice expõe num dialogo forte e por vezes acido a dor da existência humana, questionando se sobre o que é a vida e o amor por ela ou a falta deste... Ela consegue nos causar náusea e repulsa ao mesmo tempo que uma delicada e profunda reflexão do ser.
O amor ou "Eros" do ser se mostra através de sua poesia em prosa, um amor pela capacidade de percepção do todo.
Enquanto Camões, específica, ou tenta colocar o amor como algo tangível empírico e em alguns momentos transcendental, confundindo-nos em suas comparações poéticas, de forma a nos fazer pensar que o amor é algo que se assemelha a uma doença ou estigma, de prazer e desventuras, causas dos sofrimentos e das alegrias humanas, uma razão para o ser feliz.
É quase que uma doença, mas ao mesmo tempo a cura para tudo, pois quando se ama se sente o mais profundo dos sentimentos seja este por algo ou alguém, e fica muito claro na poesia de Camões,assim como para a abordagem sobre o Banzo, que é um amor e uma tristeza tão profunda e necessária ao negro escravo, que somente ele o sente, um amor arrancado e dissolvido, pelo outro o amor da profunda dor e um novo amor que surge através da esperança diante do novo.
 A musica "Monte Castelo" da Legião Urbana demonstra claramente algo tão dúbio, em sua razão, especificando o que é o humano perante, um "Eros" sem razão alguma, e impossível de mensurar, e descrever causa ou o que vem a causar.

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Mas o que fica muito claro são as transformações que este causa em todos que tomam contato, seja ele qual for e pelo que for.
"Sem amor eu nada seria"?Como reorganizar as inquietações de "Eros"?
Eros certamente é o verdadeiro "Ente", pois ele nos transporta para Metafísica que concerne os estudos daquilo que não é físico (physis), do conhecimento do ser (ontologia), do que transcende o sensorial e também da teologia e crenças, como em coríntios 13.
Sendo uma Epistemologia, teoriza sobre a própria ciência em nossas concepções iniciais e de como seria possível à apreensão deste conhecimento, o amor que em momentos se mostra Ético, Lógico e prático já que, nos mostraria como devemos viver e gera aos nossos sentidos uma Estética busca do belo, sua conceituação e questionamento, o entendimento da arte de amar e ser amado.
Nas discussões que se seguiram. A Nomos e a Fhisys é o que faz as coisas terem forma ou ideia de bem, objetos visíveis, coisas = sentidos = ver II bem, se Eros é Eros, Eros é de algo ou de alguém! (Relação, algo, amante amado) Ele nasce da necessidade “Pai Carência” Bom e Belo. Ver II = Deus oráculos (fala a verdade) = Demonstra (o filosofo interpreta e fala) = Discurso (argumentos utilizados).
Percebo partindo de alguns trechos, uma reflexão sobre Eros, e o que seria o amor. Ser e sentir o “EROS” não se explica, mas é passível de sentir o que o Logus do “ser” é, na sua mais profunda a ARCHÉ. Creio ter sentido e perdido isso.
Um discurso sobre o amor é algo tão difícil de conceber (...).
Penso que amar ou o amor na perspectiva filosófica fica vago, pois sempre existira um ponto de vista literário cientifico, onde se propõe uma racionalização do irracional, seja este sentimento em qualquer nível de apreciação por parte do ser.
Nunca poderei descrever em palavras o quanto fui, sou e serei afetado por tal sentimento.
Indescritível as sensações físicas, mentais e espirituais que este causa, provocando um equilíbrio ou desequilíbrio na razão humana.
É dúbio e contraditório, o sentir em sentimentos, o sentido de sentir, sentir-se ou estar sem sentidos.
Mensurar impossível... Eu amei intensamente meus avós, meu pai, meu companheiro, momentos que tive, lugares que não esqueço, amei poder amar, e tenho dores de amor por não poder amar estes mais com a mesma intensidade.
Amo a vida,tão loucamente que procuro amar a morte para que ela possa me amar e não me levar, amo muitos vivos e outros que parecem mortos, coisas e outros seres, amo amar e ter a oportunidade de poder amar mais uma vez ou tantas vezes forem necessárias.
Mas só amar, é de fácil entendimento, difícil quando este, vem acompanhado de outros sentimentos, fazendo, assim se modificar em sua essência, causando uma diferenciação na percepção do que se sente pois enfim de forma livre e empírica, o amor tem olhar daquele que o sente, e se coloca a retrata-lo em ato, arte ou sentidos.

"RESPIRAR NOVAMENTE"


“DEIXE ME PASSAR SEM RESPIRAR POR VOCE.”

Deixa-me passar por você, e te querer, e te esquecer, e te amar, e te sanar de (...) minha vida a solidão.
Permita-me sair de dentro do teu,
                                                    para o meu,                
                                                                   e ser o que deveras ser e crer que...

Sabe o que peço me deixe ir,
                                         vir, ficar e amar novamente, sem precedentes ou razão.

Quero morrer e viver em seus braços frágeis, de gota a gota uma bolha de ar...
O2
...respiro vida no teu seio sufocante, estou à                                             margem  

esquecido pelo nada.

Sem sentido choro e “rio”
                                      que corre sem palavras, ou adjetivos sobre o eu.
Quem se encosta sobre o um, que se perpassa em eu ou?
A alma sem força mirrada sente fome de vida fresca e “adnuforp...

Um alimento seu, “ser” em minha alma querendo sentir se,
           melhor por ser apenas roma  
...Um “Ser” e só! 

sábado, 1 de setembro de 2012

Estudar...amar...e reconhecer...Lavando e torcendo para limpar sem esgaçar!!!

Como sabem, realizei algumas oficinas de construção literária...
Assim sendo, questiono me: Como sabemos tão pouco e podemos aprender mais, porém acreditamos o contrario e com isso perdemos a escuta,  visão, e o tato diante do aprender.
Obrigado cada mestre que diz disse e dirá que não é isso pode melhorar, ou você é mediocre e não tem talento,ou melhor o que é isso!!!
Peguei óleo usado e e sujo que poluía a tudo, e transformei em sabão para lavar min'alma e tirar o mais brilhante de mim!Este ainda seca ao sol, pois não esta pronto, pois irei passar e vestir-me, o caimento, as cores, e o lugar que irei usar talvez não sejam perfeitos, mas com certeza sera meu estilo. e o mais importante estarei feliz, por me apresentar apos ter dado o meu melhor!Lavando e torcendo para limpar sem esgaçar!!!