quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Gente Comum

O ignóbil argumenta sem refletir... Sem ponderar e sem questionar... Ele acredita piamente nas verdades feitas de folhas escritas no tempo... Ele esta na moda e na merda!Ele reflete a triste pobreza do pensamento ati-contemporâneo... Ele aponta a sujidade e nunca percebe suas sujeiras... Ele é como o pombo, vivem em bando, se adaptando aos ambientes, vivendo feliz dos restos, espalhando doenças e cagando por onde passa... São pombos! Parecem aves!!! Mas são ratos de asas e um profundo contato com seu religare.... Sempre Em busca....A inalcançável.... São meras baratas...
Contudo seguem o padrão bobo de produção, quando não, são universais gafanhotos; Seus olhares limítrofes, impõem a eles um resignado mundo..
"Fico a olhar, as pessoas da sala de jantar que estão preocupadas em nascer e morrer!!!
Nada a salientar....Tudo a lamentar...
De certa forma, bem conceituado sua ideia de conjunto! (unanimidade acéfalos).
Para mero fantoche, estar diante do saber e de tantos conhecimentos, é necessariamente estar aberto para a dor, pro real e irreal...
A cada novo descobrimento, novas possibilidades,que jamais saberão.
A desconstrução traz sofrimentos e compreensões.Claro que é difícil! Mas causa transmutação... Fácil é permanecer inerte. Proporciona se uma grandiosa zona de conforto é fácil. para dai culpabilizar ou não dar um direcionamento e um sentido á vida. Pois são incapazes de mensurar a vida em tempo e espaço...
Tenho preguiça de gente comum....

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Um discurso de coragem, e o inicio de um golpe impossível de ser esquecido pelo Brasil....


Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal Renan Calheiros,
Excelentíssimas Senhoras Senadoras e Excelentíssimos Senhores Senadores,
Cidadãs e Cidadãos de meu amado Brasil,

No dia 1° de janeiro de 2015 assumi meu segundo mandato à Presidência da República Federativa do Brasil. Fui eleita por mais de 54 milhões de votos.


Na minha posse, assumi o compromisso de manter, defender e cumprir a Constituição, bem como o de observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil.

Ao exercer a Presidência da República respeitei fielmente o compromisso que assumi perante a nação e aos que me elegeram. E me orgulho disso. Sempre acreditei na democracia e no Estado de direito, e sempre vi na Constituição de 1988 uma das grandes conquistas do nosso povo.

Jamais atentaria contra o que acredito ou praticaria atos contrários aos interesses daqueles que me elegeram.

Nesta jornada para me defender do impeachment me aproximei mais do povo, tive oportunidade de ouvir seu reconhecimento, de receber seu carinho. Ouvi também críticas duras ao meu governo, a erros que foram cometidos e a medidas e políticas que não foram adotadas. Acolho essas críticas com humildade.

Até porque, como todos, tenho defeitos e cometo erros.

Entre os meus defeitos não está a deslealdade e a covardia. Não traio os compromissos que assumo, os princípios que defendo ou os que lutam ao meu lado. Na luta contra a ditadura, recebi no meu corpo as marcas da tortura. Amarguei por anos o sofrimento da prisão. Vi companheiros e companheiras sendo violentados, e até assassinados.

Na época, eu era muito jovem. Tinha muito a esperar da vida. Tinha medo da morte, das sequelas da tortura no meu corpo e na minha alma. Mas não cedi. Resisti. Resisti à tempestade de terror que começava a me engolir, na escuridão dos tempos amargos em que o país vivia. Não mudei de lado. Apesar de receber o peso da injustiça nos meus ombros, continuei lutando pela democracia.
Dediquei todos esses anos da minha vida à luta por uma sociedade sem ódios e intolerância. Lutei por uma sociedade livre de preconceitos e de discriminações. Lutei por uma sociedade onde não houvesse miséria ou excluídos. Lutei por um Brasil soberano, mais igual e onde houvesse justiça.

Disso tenho orgulho. Quem acredita, luta.

Aos quase setenta anos de idade, não seria agora, após ser mãe e avó, que abdicaria dos princípios que sempre me guiaram.

Exercendo a Presidência da República tenho honrado o compromisso com o meu país, com a Democracia, com o Estado de Direito. Tenho sido intransigente na defesa da honestidade na gestão da coisa pública.

Por isso, diante das acusações que contra mim são dirigidas neste processo, não posso deixar de sentir, na boca, novamente, o gosto áspero e amargo da injustiça e do arbítrio.

E por isso, como no passado, resisto.

Não esperem de mim o obsequioso silêncio dos covardes. No passado, com as armas, e hoje, com a retórica jurídica, pretendem novamente atentar contra a democracia e contra o Estado do Direito.

Se alguns rasgam o seu passado e negociam as benesses do presente, que respondam perante a sua consciência e perante a história pelos atos que praticam. A mim cabe lamentar pelo que foram e pelo que se tornaram.

E resistir. Resistir sempre. Resistir para acordar as consciências ainda adormecidas para que, juntos, finquemos o pé no terreno que está do lado certo da história, mesmo que o chão trema e ameace de novo nos engolir.

Não luto pelo meu mandato por vaidade ou por apego ao poder, como é próprio dos que não tem caráter, princípios ou utopias a conquistar. Luto pela democracia, pela verdade e pela justiça. Luto pelo povo do meu País, pelo seu bem-estar.

Muitos hoje me perguntam de onde vem a minha energia para prosseguir. Vem do que acredito. Posso olhar para trás e ver tudo o que fizemos. Olhar para a frente e ver tudo o que ainda precisamos e podemos fazer. O mais importante é que posso olhar para mim mesma e ver a face de alguém que, mesmo marcada pelo tempo, tem forças para defender suas ideias e seus direitos.

Sei que, em breve, e mais uma vez na vida, serei julgada. E é por ter a minha consciência absolutamente tranquila em relação ao que fiz, no exercício da Presidência da República que venho pessoalmente à presença dos que me julgarão. Venho para olhar diretamente nos olhos de Vossas Excelências, e dizer, com a serenidade dos que nada tem a esconder que não cometi nenhum crime de responsabilidade. Não cometi os crimes dos quais sou acusada injusta e arbitrariamente.

Hoje o Brasil, o mundo e a história nos observam e aguardam o desfecho deste processo de impeachment.

No passado da América Latina e do Brasil, sempre que interesses de setores da elite econômica e política foram feridos pelas urnas, e não existiam razões jurídicas para uma destituição legítima, conspirações eram tramadas resultando em golpes de estado.

O Presidente Getúlio Vargas, que nos legou a CLT e a defesa do patrimônio nacional, sofreu uma implacável perseguição; a hedionda trama orquestrada pela chamada “República do Galeão, que o levou ao suicídio.

O Presidente Juscelino Kubitscheck, que construiu essa cidade, foi vítima de constantes e fracassadas tentativas de golpe, como ocorreu no episódio de Aragarças.

O presidente João Goulart, defensor da democracia, dos direitos dos trabalhadores e das Reformas de Base, superou o golpe do parlamentarismo mas foi deposto e instaurou-se a ditadura militar, em 1964.  

Durante 20 anos, vivemos o silêncio imposto pelo arbítrio e a democracia foi varrida de nosso País. Milhões de brasileiros lutaram e reconquistaram o direito a eleições diretas.

Hoje, mais uma vez, ao serem contrariados e feridos nas urnas os interesses de setores da elite econômica e política nos vemos diante do risco de uma ruptura democrática. Os padrões políticos dominantes no mundo repelem a violência explícita. Agora, a ruptura democrática se dá por meio da violência moral e de pretextos constitucionais para que se empreste aparência de legitimidade ao governo que assume sem o amparo das urnas. Invoca-se a Constituição para que o mundo das aparências encubra hipocritamente o mundo dos fatos.

As provas produzidas deixam claro e inconteste que as acusações contra mim dirigidas são meros pretextos, embasados por uma frágil retórica jurídica.

Nos últimos dias, novos fatos evidenciaram outro aspecto da trama que caracteriza este processo de impeachment. O autor da representação junto ao Tribunal de Contas da União que motivou as acusações discutidas nesse processo, foi reconhecido como suspeito pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal. Soube-se ainda, pelo depoimento do auditor responsável pelo parecer técnico, que ele havia ajudado a elaborar a própria representação que auditou. Fica claro o vício da parcialidade, a trama, na construção das teses por eles defendidas.

São pretextos, apenas pretextos, para derrubar, por meio de um processo de impeachment sem crime de responsabilidade, um governo legítimo, escolhido em eleição direta com a participação de 110 milhões de brasileiros e brasileiras. O governo de uma mulher que ousou ganhar duas eleições presidenciais consecutivas.

São pretextos para viabilizar um golpe na Constituição. Um golpe que, se consumado, resultará na eleição indireta de um governo usurpador.

A eleição indireta de um governo que, já na sua interinidade, não tem mulheres comandando seus ministérios, quando o povo, nas urnas, escolheu uma mulher para comandar o país. Um governo que dispensa os negros na sua composição ministerial e já revelou um profundo desprezo pelo programa escolhido pelo povo em 2014.

Fui eleita presidenta por 54 milhões e meio de votos para cumprir um programa cuja síntese está gravada nas palavras “nenhum direito a menos”.

O que está em jogo no processo de impeachment não é apenas o meu mandato. O que está em jogo é o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição.

O que está em jogo são as conquistas dos últimos 13 anos: os ganhos da população, das pessoas mais pobres e da classe média; a proteção às crianças; os jovens chegando às universidades e às escolas técnicas; a valorização do salário mínimo; os médicos atendendo a população; a realização do sonho da casa própria.

O que está em jogo é o investimento em obras para garantir a convivência com a seca no semiárido, é a conclusão do sonhado e esperado projeto de integração do São Francisco. O que está em jogo é, também, a grande descoberta do Brasil, o pré-sal. O que está em jogo é a inserção soberana de nosso País no cenário internacional, pautada pela ética e pela busca de interesses comuns.

O que está em jogo é a auto-estima dos brasileiros e brasileiras, que resistiram aos ataques dos pessimistas de plantão à capacidade do País de realizar, com sucesso, a Copa do Mundo e as Olimpíadas e Paraolimpíadas.

O que está em jogo é a conquista da estabilidade, que busca o equilíbrio fiscal mas não abre mão de programas sociais para a nossa população.

O que está em jogo é o futuro do País, a oportunidade e a esperança de avançar sempre mais.
Senhoras e senhores senadores,

No presidencialismo previsto em nossa Constituição, não basta a eventual perda de maioria parlamentar para afastar um Presidente. Há que se configurar crime de responsabilidade. E está claro que não houve tal crime.

Não é legítimo, como querem os meus acusadores, afastar o chefe de Estado e de governo pelo “conjunto da obra”. Quem afasta o Presidente pelo “conjunto da obra” é o povo e, só o povo, nas eleições. E nas eleições o programa de governo vencedor não foi este agora ensaiado e desenhado pelo Governo interino e defendido pelos meus acusadores.

O que pretende o governo interino, se transmudado em efetivo, é um verdadeiro ataque às conquistas dos últimos anos.

Desvincular o piso das aposentadorias e pensões do salário mínimo será a destruição do maior instrumento de distribuição de renda do país, que é a Previdência Social. O resultado será mais pobreza, mais mortalidade infantil e a decadência dos pequenos municípios.

A revisão dos direitos e garantias sociais previstos na CLT e a proibição do saque do FGTS na demissão do trabalhador são ameaças que pairam sobre a população brasileira caso prospere o impeachment sem crime de responsabilidade.

Conquistas importantes para as mulheres, os negros e as populações LGBT estarão comprometidas pela submissão a princípios ultraconservadores.

O nosso patrimônio estará em questão, com os recursos do pré-sal, as riquezas naturais e minerárias sendo privatizadas.

A ameaça mais assustadora desse processo de impeachment sem crime de responsabilidade é congelar por inacreditáveis 20 anos todas as despesas com saúde, educação, saneamento, habitação. É impedir que, por 20 anos, mais crianças e jovens tenham acesso às escolas; que, por 20 anos, as pessoas possam ter melhor atendimento à saúde; que, por 20 anos, as famílias possam sonhar com casa própria.

Senhor Presidente Ricardo Lewandowski, Sras. e Srs. Senadores,

A verdade é que o resultado eleitoral de 2014 foi um rude golpe em setores da elite conservadora brasileira.

Desde a proclamação dos resultados eleitorais, os partidos que apoiavam o candidato derrotado nas eleições fizeram de tudo para impedir a minha posse e a estabilidade do meu governo. Disseram que as eleições haviam sido fraudadas, pediram auditoria nas urnas, impugnaram minhas contas eleitorais, e após a minha posse, buscaram de forma desmedida quaisquer fatos que pudessem justificar retoricamente um processo de impeachment.

Como é próprio das elites conservadoras e autoritárias, não viam na vontade do povo o elemento legitimador de um governo. Queriam o poder a qualquer preço.

Tudo fizeram para desestabilizar a mim e ao meu governo.

Só é possível compreender a gravidade da crise que assola o Brasil desde 2015, levando-se em consideração a instabilidade política aguda que, desde a minha reeleição, tem caracterizado o ambiente em que ocorrem o investimento e a produção de bens e serviços.

Não se procurou discutir e aprovar uma melhor proposta para o País. O que se pretendeu permanentemente foi a afirmação do “quanto pior melhor”, na busca obsessiva de se desgastar o governo, pouco importando os resultados danosos desta questionável ação política para toda a população.

A possibilidade de impeachment tornou-se assunto central da pauta política e jornalística apenas dois meses após minha reeleição, apesar da evidente improcedência dos motivos para justificar esse movimento radical.

Nesse ambiente de turbulências e incertezas, o risco político permanente provocado pelo ativismo de parcela considerável da oposição acabou sendo um elemento central para a retração do investimento e para o aprofundamento da crise econômica.

Deve ser também ressaltado que a busca do reequilíbrio fiscal, desde 2015, encontrou uma forte resistência na Câmara dos Deputados, à época presidida pelo Deputado Eduardo Cunha. Os projetos enviados pelo governo foram rejeitados, parcial ou integralmente. Pautas bombas foram apresentadas e algumas aprovadas.

As comissões permanentes da Câmara, em 2016, só funcionaram a partir do dia 5 de maio, ou seja, uma semana antes da aceitação do processo de impeachment pela Comissão do Senado Federal. Os Srs. e as Sras. Senadores sabem que o funcionamento dessas Comissões era e é absolutamente indispensável para a aprovação de matérias que interferem no cenário fiscal e encaminhar a saída da crise.

Foi criado assim o desejado ambiente de instabilidade política, propício a abertura do processo de impeachment sem crime de responsabilidade.

Sem essas ações, o Brasil certamente estaria hoje em outra situação política, econômica e fiscal.
Muitos articularam e votaram contra propostas que durante toda a vida defenderam, sem pensar nas consequências que seus gestos trariam para o país e para o povo brasileiro. Queriam aproveitar a crise econômica, porque sabiam que assim que o meu governo viesse a superá-la, sua aspiração de acesso ao poder haveria de ficar sepultada por mais um longo período.

Mas, a bem da verdade, as forças oposicionistas somente conseguiram levar adiante o seu intento quando outra poderosa força política a elas se agregou: a força política dos que queriam evitar a continuidade da “sangria” de setores da classe política brasileira, motivada pelas investigações sobre a corrupção e o desvio de dinheiro público.

É notório que durante o meu governo e o do Presidente Lula foram dadas todas as condições para que estas investigações fossem realizadas. Propusemos importantes leis que dotaram os órgãos competentes de condições para investigar e punir os culpados.

Assegurei a autonomia do Ministério Público, nomeando como Procurador Geral da República o primeiro nome da lista indicado pelos próprios membros da instituição. Não permiti qualquer interferência política na atuação da Polícia Federal.

Contrariei, com essa minha postura, muitos interesses. Por isso, paguei e pago um elevado preço pessoal pela postura que tive.

Arquitetaram a minha destituição, independentemente da existência de quaisquer fatos que pudesse justificá-la perante a nossa Constituição.

Encontraram, na pessoa do ex-Presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha o vértice da sua aliança golpista.

Articularam e viabilizaram a perda da maioria parlamentar do governo. Situações foram criadas, com apoio escancarado de setores da mídia, para construir o clima político necessário para a desconstituição do resultado eleitoral de 2014.

Todos sabem que este processo de impeachment foi aberto por uma “chantagem explícita” do ex-Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, como chegou a reconhecer em declarações à imprensa um dos próprios denunciantes. Exigia aquele parlamentar que eu intercedesse para que deputados do meu partido não votassem pela abertura do seu processo de cassação.​

Nunca aceitei na minha vida ameaças ou chantagens. Se não o fiz antes, não o faria na condição de Presidenta da República. É fato, porém, que não ter me curvado a esta chantagem motivou o recebimento da denúncia por crime de responsabilidade e a abertura deste d processo, sob o aplauso dos derrotados em 2014 e dos temerosos pelas investigações.

Se eu tivesse me acumpliciado com a improbidade e com o que há de pior na política brasileira, como muitos até hoje parecem não ter o menor pudor em fazê-lo, eu não correria o risco de ser condenada injustamente.

Quem se acumplicia ao imoral e ao ilícito, não tem respeitabilidade para governar o Brasil. Quem age para poupar ou adiar o julgamento de uma pessoa que é acusada de enriquecer às custas do Estado brasileiro e do povo que paga impostos, cedo ou tarde, acabará pagando perante a sociedade e a história o preço do seu descompromisso com a ética.

Todos sabem que não enriqueci no exercício de cargos públicos, que não desviei dinheiro público em meu proveito próprio, nem de meus familiares, e que não possuo contas ou imóveis no exterior. Sempre agi com absoluta probidade nos cargos públicos que ocupei ao longo da minha vida.
Curiosamente, serei julgada, por crimes que não cometi, antes do julgamento do ex-presidente da Câmara, acusado de ter praticado gravíssimos atos ilícitos e que liderou as tramas e os ardis que alavancaram as ações voltadas à minha destituição.

Ironia da história? Não, de forma nenhuma. Trata-se de uma ação deliberada que conta com o silêncio cúmplice de setores da grande mídia brasileira.

Viola-se a democracia e pune-se uma inocente. Este é o pano de fundo que marca o julgamento que será realizado pela vontade dos que lançam contra mim pretextos acusatórios infundados.

Estamos a um passo da consumação de uma grave ruptura institucional. Estamos a um passo da concretização de um verdadeiro golpe de Estado.

Senhoras e Senhores Senadores,

Vamos aos autos deste processo. Do que sou acusada? Quais foram os atentados à Constituição que cometi? Quais foram os crimes hediondos que pratiquei?

A primeira acusação refere-se à edição de três decretos de crédito suplementar sem autorização legislativa. Ao longo de todo o processo, mostramos que a edição desses decretos seguiu todas as regras legais. Respeitamos a previsão contida na Constituição, a meta definida na LDO e as autorizações estabelecidas no artigo 4° da Lei Orçamentária de 2015, aprovadas pelo Congresso Nacional.

Todas essas previsões legais foram respeitadas em relação aos 3 decretos. Eles apenas ofereceram alternativas para alocação dos mesmos limites, de empenho e financeiro, estabelecidos pelo decreto de contingenciamento, que não foram alterados. Por isso, não afetaram em nada a meta fiscal.
Ademais, desde 2014, por iniciativa do Executivo, o Congresso aprovou a inclusão, na LDO, da obrigatoriedade que qualquer crédito aberto deve ter sua execução subordinada ao decreto de contingenciamento, editado segundo as normas estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal. E isso foi precisamente respeitado.

Não sei se por incompreensão ou por estratégia, as acusações feitas neste processo buscam atribuir a esses decretos nossos problemas fiscais. Ignoram ou escondem que os resultados fiscais negativos são consequência da desaceleração econômica e não a sua causa.

Escondem que, em 2015, com o agravamento da crise, tivemos uma expressiva queda da receita ao longo do ano – foram R$ 180 bilhões a menos que o previsto na Lei Orçamentária.

Fazem questão de ignorar que realizamos, em 2015, o maior contingenciamento de nossa história. Cobram que, quando enviei ao Congresso Nacional, em julho de 2015, o pedido de autorização para reduzir a meta fiscal, deveria ter imediatamente realizado um novo contingenciamento. Não o fiz porque segui o procedimento que não foi questionado pelo Tribunal de Contas da União ou pelo Congresso Nacional na análise das contas de 2009.

Além disso, a responsabilidade com a população justifica também nossa decisão. Se aplicássemos, em julho, o contingenciamento proposto pelos nossos acusadores cortaríamos 96% do total de recursos disponíveis para as despesas da União. Isto representaria um corte radical em todas as dotações orçamentárias dos órgãos federais. Ministérios seriam paralisados, universidades fechariam suas portas, o Mais Médicos seria interrompido, a compra de medicamentos seria prejudicada, as agências reguladoras deixariam de funcionar. Na verdade, o ano de 2015 teria, orçamentariamente, acabado em julho.

Volto a dizer: ao editar estes decretos de crédito suplementar, agi em conformidade plena com a legislação vigente. Em nenhum desses atos, o Congresso Nacional foi desrespeitado. Aliás, este foi o comportamento que adotei em meus dois mandatos.

Somente depois que assinei estes decretos é que o Tribunal de Contas da União mudou a posição que sempre teve a respeito da matéria. É importante que a população brasileira seja esclarecida sobre este ponto: os decretos foram editados em julho e agosto de 2015 e somente em outubro de 2015 o TCU aprovou a nova interpretação.

O TCU recomendou a aprovação das contas de todos os presidentes que editaram decretos idênticos aos que editei. Nunca levantaram qualquer problema técnico ou apresentaram a interpretação que passaram a ter depois que assinei estes atos.

Querem me condenar por ter assinado decretos que atendiam a demandas de diversos órgãos, inclusive do próprio Poder Judiciário, com base no mesmo procedimento adotado desde a entrada em vigor da Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2001?

Por ter assinado decretos que somados, não implicaram, como provado nos autos, em nenhum centavo de gastos a mais para prejudicar a meta fiscal?

A segunda denúncia dirigida contra mim neste processo também é injusta e frágil. Afirma-se que o alegado atraso nos pagamentos das subvenções econômicas devidas ao Banco do Brasil, no âmbito da execução do programa de crédito rural Plano Safra, equivale a uma “operação de crédito”, o que estaria vedado pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Como minha defesa e várias testemunhas já relataram, a execução do Plano Safra é regida por uma lei de 1992, que atribui ao Ministério da Fazenda a competência de sua normatização, inclusive em relação à atuação do Banco do Brasil. A Presidenta da República não pratica nenhum ato em relação à execução do Plano Safra. Parece óbvio, além de juridicamente justo, que eu não seja acusada por um ato inexistente.

A controvérsia quanto a existência de operação de crédito surgiu de uma mudança de interpretação do TCU, cuja decisão definitiva foi emitida em dezembro de 2015. Novamente, há uma tentativa de dizer que cometi um crime antes da definição da tese de que haveria um crime. Uma tese que nunca havia surgido antes e que, como todas as senhoras e senhores senadores souberam em dias recentes, foi urdida especialmente para esta ocasião.

Lembro ainda a decisão recente do Ministério Público Federal, que arquivou inquérito exatamente sobre esta questão. Afirmou não caber falar em ofensa à lei de responsabilidade fiscal porque eventuais atrasos de pagamento em contratos de prestação de serviços entre a União e instituições financeiras públicas não são operações de crédito.

Insisto, senhoras senadoras e senhores senadores: não sou eu nem tampouco minha defesa que fazemos estas alegações. É o Ministério Público Federal que se recusou a dar sequência ao processo, pela inexistência de crime.

Sobre a mudança de interpretação do TCU, lembro que, ainda antes da decisão final, agi de forma preventiva. Solicitei ao Congresso Nacional a autorização para pagamento dos passivos e defini em decreto prazos de pagamento para as subvenções devidas. Em dezembro de 2015, após a decisão definitiva do TCU e com a autorização do Congresso, saldamos todos os débitos existentes.
Não é possível que não se veja aqui também o arbítrio deste processo e a injustiça também desta acusação.

Este processo de impeachment não é legítimo. Eu não atentei, em nada, em absolutamente nada contra qualquer dos dispositivos da Constituição que, como Presidenta da República, jurei cumprir. Não pratiquei ato ilícito. Está provado que não agi dolosamente em nada. Os atos praticados estavam inteiramente voltados aos interesses da sociedade. Nenhuma lesão trouxeram ao erário ou ao patrimônio público.

Volto a afirmar, como o fez a minha defesa durante todo o tempo, que este processo está marcado, do início ao fim, por um clamoroso desvio de poder.

É isto que explica a absoluta fragilidade das acusações que contra mim são dirigidas.

Tem-se afirmado que este processo de impeachment seria legítimo porque os ritos e prazos teriam sido respeitados. No entanto, para que seja feita justiça e a democracia se imponha, a forma só não basta. É necessário que o conteúdo de uma sentença também seja justo. E no caso, jamais haverá justiça na minha condenação.

Ouso dizer que em vários momentos este processo se desviou, clamorosamente, daquilo que a Constituição e os juristas denominam de “devido processo legal”.

Não há respeito ao devido processo legal quando a opinião condenatória de grande parte dos julgadores é divulgada e registrada pela grande imprensa, antes do exercício final do direito de defesa.

Não há respeito ao devido processo legal quando julgadores afirmam que a condenação não passa de uma questão de tempo, porque votarão contra mim de qualquer jeito.

Nesse caso, o direito de defesa será exercido apenas formalmente, mas não será apreciado substantivamente nos seus argumentos e nas suas provas. A forma existirá apenas para dar aparência de legitimidade ao que é ilegítimo na essência.

Senhoras e senhores senadores,

Nesses meses, me perguntaram inúmeras vezes porque eu não renunciava, para encurtar este capítulo tão difícil de minha vida.

Jamais o faria porque tenho compromisso inarredável com o Estado Democrático de Direito.
Jamais o faria porque nunca renuncio à luta.

Confesso a Vossas Excelências, no entanto, que a traição, as agressões verbais e a violência do preconceito me assombraram e, em alguns momentos, até me magoaram. Mas foram sempre superados, em muito, pela solidariedade, pelo apoio e pela disposição de luta de milhões de brasileiras e brasileiros pelo País afora. Por meio de manifestações de rua, reuniões, seminários, livros, shows, mobilizações na internet, nosso povo esbanjou criatividade e disposição para a luta contra o golpe.

As mulheres brasileiras têm sido, neste período, um esteio fundamental para minha resistência. Me cobriram de flores e me protegeram com sua solidariedade. Parceiras incansáveis de uma batalha em que a misoginia e o preconceito mostraram suas garras, as brasileiras expressaram, neste combate pela democracia e pelos direitos, sua força e resiliência. Bravas mulheres brasileiras, que tenho a honra e o dever de representar como primeira mulher Presidenta do Brasil.

Chego à última etapa desse processo comprometida com a realização de uma demanda da maioria dos brasileiros: convocá-los a decidir, nas urnas, sobre o futuro de nosso País. Diálogo, participação e voto direto e livre são as melhores armas que temos para a preservação da democracia.

Confio que as senhoras senadoras e os senhores senadores farão justiça. Tenho a consciência tranquila. Não pratiquei nenhum crime de responsabilidade. As acusações dirigidas contra mim são injustas e descabidas. Cassar em definitivo meu mandato é como me submeter a uma pena de morte política.

Este é o segundo julgamento a que sou submetida em que a democracia tem assento, junto comigo, no banco dos réus. Na primeira vez, fui condenada por um tribunal de exceção. Daquela época, além das marcas dolorosas da tortura, ficou o registro, em uma foto, da minha presença diante de meus algozes, num momento em que eu os olhava de cabeça erguida enquanto eles escondiam os rostos, com medo de serem reconhecidos e julgados pela história.

Hoje, quatro décadas depois, não há prisão ilegal, não há tortura, meus julgadores chegaram aqui pelo mesmo voto popular que me conduziu à Presidência. Tenho por todos o maior respeito, mas continuo de cabeça erguida, olhando nos olhos dos meus julgadores.

Apesar das diferenças, sofro de novo com o sentimento de injustiça e o receio de que, mais uma vez, a democracia seja condenada junto comigo. E não tenho dúvida que, também desta vez, todos nós seremos julgados pela história.

Por duas vezes vi de perto a face da morte: quando fui torturada por dias seguidos, submetida a sevícias que nos fazem duvidar da humanidade e do próprio sentido da vida; e quando uma doença grave e extremamente dolorosa poderia ter abreviado minha existência.

Hoje eu só temo a morte da democracia, pela qual muitos de nós, aqui neste plenário, lutamos com o melhor dos nossos esforços.

Reitero: respeito os meus julgadores.

Não nutro rancor por aqueles que votarão pela minha destituição.

Respeito e tenho especial apreço por aqueles que têm lutado bravamente pela minha absolvição, aos quais serei eternamente grata.

Neste momento, quero me dirigir aos senadores que, mesmo sendo de oposição a mim e ao meu governo, estão indecisos.

Lembrem-se que, no regime presidencialista e sob a égide da nossa Constituição, uma condenação política exige obrigatoriamente a ocorrência de um crime de responsabilidade, cometido dolosamente e comprovado de forma cabal.

Lembrem-se do terrível precedente que a decisão pode abrir para outros presidentes, governadores e prefeitos. Condenar sem provas substantivas. Condenar um inocente.

Faço um apelo final a todos os senadores: não aceitem um golpe que, em vez de solucionar, agravará a crise brasileira.

Peço que façam justiça a uma presidenta honesta, que jamais cometeu qualquer ato ilegal, na vida pessoal ou nas funções públicas que exerceu. Votem sem ressentimento. O que cada senador sente por mim e o que nós sentimos uns pelos outros importa menos, neste momento, do que aquilo que todos sentimos pelo país e pelo povo brasileiro.

Peço: votem contra o impeachment. Votem pela democracia.

Muito obrigada

A TRISTE HISTORIA DO BRASIL

                #BrasilComDilma


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Discurso de Dilma repercute no mundo
Os golpistas fizeram de tudo para evitar a presença de Dilma Rousseff diante do tribunal de exceção do Senado na manhã desta segunda-feira (29). Espalharam boatos e estimularam a cizânia.
Temiam a repercussão do seu pronunciamento — no Brasil e no mundo. A pressão dos covardes, porém, não deu resultado.
“Coração valente”, a presidenta foi ao plenário — acompanhada de artistas, intelectuais e de lideranças políticas e sociais — e fez um discurso altivo e contundente.
Durante horas, Dilma também aguentou as provocações dos falsos moralistas, respondendo com firmeza aos algozes. O efeito foi imediato.
Nas redes sociais, a hashtag #Pelademocracia foi a mais acessada no twitter mundial.
Na imprensa internacional, o histórico discurso teve ampla repercussão.
O jornal estadunidense New York Times — tão bajulado pelo jornalismo nativo com complexo de vira-lata — destacou em seu site: “Dilma diz que não será silenciada durante seu julgamento”.
O diário ainda realçou a frase: “Não espere de mim o silêncio dos covardes”.
Outros veículos mundiais, como a Time, NBC e CBC e AFP, reproduziram a frase: “Eu não cometi um crime”.
Al Jazeera e France 24 ressaltaram um trecho do discurso: “Minha consciência está limpa”.
E a BBC de Londres registrou: “Rousseff diz ao Senado que acusações são um pretexto para um golpe”.
Já o jornal espanhol El País foi além dos registros e classificou a depoimento da presidenta como “duro e emocionante”.
Segundo o texto opinativo, assinado pelo jornalista Antonio Jiménez Barca, a presidenta “apelou aos sentimentos, à sua história política, ao seu caráter e à sua trajetória para deixar claro que está sendo expulsa injustamente… Ela sabe que só um milagre a salvará, sabe que tudo está perdido. Ou quase. Por isso, apesar desta interpelação, Rousseff não dirigiu seu discurso só aos senadores, mas ao país inteiro, aos livros de história, ao seu próprio retrato e à sua própria biografia, consciente da dimensão do momento, da importância do discurso”.
Já o jornal português Público destacou que “a presidente Dilma Rousseff não poupou nas palavras na sua defesa perante o Senado, no julgamento em que deverá ser destituída do cargo, do qual está suspensa desde maio… A presidente defende-se das acusações [pedaladas fiscais] – e muitos analistas dizem que esta contabilidade criativa não é diferente da realizada por outros governos”. O diário afirma que nada de errado foi descoberto contra a mandatária – “a sua honestidade pessoal nunca foi posta em causa” -, mas crítica o sistema político brasileiro – “que ninguém duvida que seja corrupto”.
A repercussão do discurso reforça a narrativa mundial de que o Brasil vive um golpe — ou, ao menos, uma farsa, segundo um artigo arrasador do renomado jornal francês Le Monde. Era este impacto que os golpistas, sempre tão covardes, temiam.
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por Olímpio Cruz
A presença de Dilma Rousseff no Senado é o principal assunto sobre o Brasil nas redes sociais, com a hashtag #Pelademocracia figurando na lista de tópicos mais comentados do Twitter, no mundo, desde às 10h30.
Cerca de 70% das mensagens observadas abordam o cenário político: NYT é a fonte mais citada pelos usuários.
IMPEACHMENT — “Dilma diz que não será silenciada durante seu julgamento”, destaca o NYT, que repercute, ainda, a frase “não espere de mim o silêncio dos covardes”.
Enquanto Time, NBC, CBC e AFP reproduzem a frase “Eu não cometi um crime”, Al Jazeera e France 24 ressaltam o trecho “minha consciência está limpa”.
O Infobae também lista as frases de maior impacto. “Dilma Rousseff diz que está sendo injustamente acusada” assinala a AP.
“Rousseff diz para o Senado que acusações são um pretexto para um golpe”, repercute a BBC.
O Democracy Now projeta artigo intitulado “Com Bernie Sanders condenando o ‘golpe’ no Brasil, por que Obama e Clinton mantêm o silencio?”.
A notícia de que artistas e intelectuais estrangeiros assinaram carta contra o impeachment também é reproduzida pelos usuários.
“Naomi Klein, Oliver Stone, Noam Chomsky e outros condenam ‘golpe’ no Brasil”, diz a chamada.
INFLUENCIADORES — A presença de Dilma no Senado é, em geral, elogiada pelos usuários.
“Você pode até não gostar da Dilma ou das suas políticas, mas é muito difícil chamá-la de covarde. Ela sabe que está caindo, mas encara as acusações”, observa Vicent Bevins, do LA Times.
“Senadores brasileiros estão prometendo reagir se Dilma falar de golpe, mas lembre-se do que as fitas de Jucá mostraram”, relembra Glenn Greenwald. Andrew Downie, da Reuters, observa que “verdade seja dita neste julgamento: quase ninguém entende a acusação”.
OUTROS — A Bloomberg relata que as ações da Bovespa aumentaram com a proximidade do fim do julgamento de Dilma Rousseff.
“Política no Brasil pode arruinar as chances do fenomenal Aquarius concorrer ao Oscar”, relatam usuários.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Acredito que já estou pronto e sinto me preparado!!!



Estou a aguardar suas companhias para me guiar, sei que é chegada a hora e sei que ela esta próxima....O cansaço me toma e a ansiedade me faz estar....

segunda-feira, 28 de março de 2016

Nó da beira da cidade

Era uma época, em que dançávamos juntinhos....Não almoçávamos,ou jantávamos sozinhos...
Embora fosse aquele arroz e feijão, bem temperadinho com toucinho...Conhecíamos os vizinhos, falávamos baixinho....Dividíamos o que tínhamos...Não estávamos sozinhos...O outro sempre era o que sentíamos...Sempre chovia lá fora....E a tarde, um linda aurora,Com a neblina cá fora...
Lua....Estrelas no céu...Tudo na vida era o mel...Uma enorme euforia, sempre sobrava alegria...
Pés descalços no chão...Bolinha, a pipa e o lixão...Mijar em todo o colchão...Assistir o balão...Bater as latas da cozinha Brigar com André da vizinha...Até a noite cair...E voltar pra casa cansado, sujo, com fome amado!!!Ter sido criança arteira...Pintar e bordar a bandeira...De uma pátria omissa...
Que não me davas chance...e quebrar as pedreiras...Da fome e humilhação....Em viver só dos restos...
Do que era, ser!Não!Mas a grande sacada, fundamental questão:

(Ontem não tinha nada, Um sem rumo na estrada.
sem esperar muito mais...Querem que eu volte pra traz...
Por não querermos ser explorados, todos os dias calados)


Hoje sirvo e quero servir, entendo o quanto aprendi, olhar,falar e lutar
Em busca de estar, querer...Conquistar.....Isso miguem tirara...




quinta-feira, 10 de março de 2016

Para além

...Foi que então o céu abriu, e por todo lado via os presentes ausentes amados...Um conforto na alma se torna e resplandece o olhar, e é ali que esta todos os amores que a vida me guarda.... 
Agora sei que posso ficar tranquilo...E finalmente serei feliz, agora começa o desfrutar do começo de um fim.
Sei que fiz o que estava ao meu alcance... A gente da o que tem...Na vida que é para além

segunda-feira, 7 de março de 2016

ARTE E ENFERMAGEM


Enfermagem é a arte de cuidar incondicionalmente do amor de alguém. Cuidar de alguém que você nunca viu na vida, mesmo assim, ajudar e fazer o melhor por ela. Ciência e arte: Uma mudança no decúbito que trará conforto, previne úlceras por pressão e proporciona circulação sanguínea... Higienizar a cavidade bucal previne infeções respiratórias, bronca aspiração, alívio dos odores e proporciona conforto respiratório, Cabeceira elevada evita bronco aspiração da dieta, melhor perfusão, e saturação. Troca de fraldas com uma higiene bem feita evita assaduras, bactérias, infecções, úlceras. Atentar para dispositivos evita flebites, extravasamentos, infeções de corrente sanguínea...Todo o cuidado com drogas evita desconforto, dores e distúrbios nos parâmetros hemodinâmicos. Ter atenção e cuidar com ciência e para poucos. E anotar esses dados e imprescindível. Se vc não anotou não fez, se não fez o que está sendo remunerado para fazer isso e um problema...Pare e pense só nessas ações, vc realizou pelo menos 10 protocolos básicos de uma UTI. Análise com empatia em silêncio olhe para o seu paciente ou cliente e se veja....ou enxergue o seu amor e faça uma pergunta a sua consciência: Você gostaria de ser tratado por você?(....) Isso se faz por, e com amor!

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

"Poema de Mell"


Mell Lifsitch​, nesse novo ano que se abre, essa linda data que lhe cabe, este sol que é você e não se apague!!!!Salve todas as primaveras tão lindas e que florescem tão findas quando acontece você!!!!

És tão monumental, amiga especial...Um demônio...Angelical...
Estar com você é ser completamente levado a hades, a passear na barca da morte, vivenciando a sorte, de estar com anjos caídos...Estar na sua presença....É....Ter seu corpo e alma mexidos, por um espirito tão bom...É o experimento de uma realidade anterior a você..É eu próprio olhar, pondo nas coisas uma claridade inefável.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Belo Pintado

Belo Pintado
Na Diáspora de nós, aqueles que colocam sua voz
No saber do primor viver e assim se fazer e perfazer...
Permanece!!! Inato seu tato, saber ou querer ser, sabe se lá o quê, vai entender...
Eles querem ser o experimento do vazio, qual não dominam...
Tristeza da morte que visita a sorte de levar sua mão, afaga-lhe a alma e deita lo no chão
E mesmo assim nunca saberás do caule em flor, as sementes de amor semeando o saber...
Sem ter o que mais, isso ai lhe apraz este ser tão fugaz de porcelana chinesa...
Um Belo Pintado e seu oco avareza!

domingo, 31 de janeiro de 2016

O que minha poesia tem de verdade e fantasia....

....Sabe ultimamente ando tão cansado.....Será que é velhice?
 Quando a idade vai passado ficamos mais cansados. Não ando encontrando forças pra ir na esquina. Me doí o corpo, a cabeça, as pernas, falta fôlego, falta o ar...Só quero deitar....
Ultimamente o que faço é descansar, não consigo amar, sorrir cantar....Não acho sabor, não para a dor....
O que mais me assusta, é que diante dos fatos eu não sinto nada Ném de bom Ném de ruim. O que será de mim?
Tenho a impressão que os momentos findos chegaram(...).

Não to sofrendo, não tenho medo. Pela primeira vez estou tranquilo.
Minha avo dizia: "Sempre sabemos quando estamos pra partir" É essa a graça de sentir, assemelha se o cachorro sabido adentra o mato escondido, sem ter despedido, e busca um canto a deitar. Quietinho e calado, fecha os olhos ao passado, sente o presente ali e se põe enfim a dormir...

E como diria: O que minha poesia tem de verdade e fantasia....
Sonhei que deitei pra dormir...Com um sono profundo, então deixei de existir...Hoje conformado e seguro, sei bem os limites do muro e onde posso escalar, a vista vê muitas coisas, entende certas mudanças, pratica certas, lembranças  afim de se organizar...Mas no fundo ela sabe, o que é, o que cabe, e qual caminho tomar ...
Por fim então adormeço, acordo amanheço e continuo a esperar.....

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Nota de rodapé

Em geral não utilizo meu blogger para desabafos, comentários ou opinião.apenas faço uso da arte da poesia e dos versos,  e procuro desconstruir um ponto de vista ou usar a licença poética para apaziguar os calores das almas aflitas, em principal a minha.

Pois bem, sou uma pessoa muito difícil de lidar desde a infância com muita consciência de quem eu seria, tratado de forma áspera e verdadeira não trabalha os sonhos infantis comuns, embora vivesse em uma época em que ser criança era algo diferente do de hoje..É fato que cresci sempre armado e pronto a questionar, discutir, rebater, relatar, argumentar e ser muito original, me fazendo sempre escutar  e ser ouvido de qualquer forma. Muitas vezes usei da força violenta para articular minhas ações tinha coragem mas pouco embasamento nos argumentos ou fundamentos para um discurso coerente, embora jovem. Sou e sempre fui muito observador e inteligente munido de uma esperteza astuta, aprendo fácil, penso rápido e tenho uma capacidade clara e lógica na resolução dos problemas, sempre acho um caminho, uma solução com isso posso constatar que não sou Normótico "o normótico padece de falta de empenho em fazer florescer seus dons e enterra seus talentos com medo da própria grandeza, fugindo da sua missão individual e intransferível". "Quando temos necessidade de, a todo custo, ser como os outros, não escutamos nossa própria vocação".
Com o tempo cresci e envelheci muito mais com a idade e os aprenderes da vida do que com uma questão de aparência, tenho um ar jovial muito peculiar e meu, certamente saberás se estou contente ou não embora bom ator a realidade não disfarço muito bem, com dificuldade em articular o filtro entre o cérebro e a língua sempre sai algo que pode causar certos desconfortos e até a inimizade.
Já numa fase adulta e depois de muitas escolhas acadêmicas felizes, ganhei muito conhecimento para a vida e para o mundo, onde então meus filtros deveriam ser aprimorados de forma lúcida, clara e objetiva, pois a que se pensar quanto se esta aprendendo o novo, uma característica muito própria dos cursos  onde se tem muitos professores em determinadas áreas e com níveis de conhecimento que diferem muito e acompanhado disso tem se um ser-humano embutido e formatado ali, isso pode ser primoroso ou desastroso, caso você seja uma pessoa Normótica, e não faça uso de seus filtros.
Tive uma experiência nos últimos quatro anos que é pra se pensar, essa experiência chama se graduação. A parte que me choca mais é que é uma licenciatura ou seja a formação de professores, (professores ensinando seres a serem professores). E é triste o quanto eles em sua maioria são racistas, preconceituosos, xenofóbicos, distantes da realidade, mentirosos e demagogos.
Tive ótimos professores, grandes mestres e fiz muitos amigos mas.....Na mesma proporção em que conheci a escoria do mundo, qual se apresentava de forma sorridente munida de discursos merlopontyano. Tem também do Dr tarado um ser projeto de filosofo falido que não é advogado, mas os ensina não é filosofo, mas os ensina, não negro e nem africano mas segundo ele entende e pesquisa, onde suas aulas mas parece reunião do Terceiro Reich. Temos também a estátua grega, que de nobre e bela não tem nada, ela é frustrada, triste e como não é feliz repassa os dissabores dela para outrem, seja estes quais forem... Ofensivas aulas, onde um tiroteio de discursos de segregação, preconceito e declínio humano, onde vi lindas pessoas desistirem por não ter forças para suportar discursos tão nojento e preferir se retirar....Mas eu não corro de uma briga, não me escondo da bala.
Fui perseguido, rechaçado, humilhado, difamado eeeee " Continue a nadar continue a nadar".
Pensei muito nessa virada de ano que que não terminei a graduação por perseguições, claras e que tive de enfrentar com bom humor para não desvanecer na estatísticas, dos que desistem nas primeiras dificuldades. Contudo um bom guerreiro sabe onde sua luta começa e onde ela termina, o momento de recuar e replanejar as estratégias e seguir na batalha, afim de vencer a guerra.
"Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece mas não conhece o inimigo, para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo, perderá todas as batalhas...Sun Tzu.
Assim  como bom lutador realizei o provável digno em terminar o caminho de um sonho: Transferência,  pois quem manda  nos meus sonhos, vontades, realizações e se sou capaz sou eu, uma sei bem que todos os caminhos são tortuosos,  mas a escolha entre eles é minha, e por essa e outras concepções que observei, e me propus, como sempre me proponho a mudanças no modo de ver, perceber e compreender as coisas e as pessoas,é  tomo mais alguns posicionamentos qual acho importante.
Com tudo peço a compreensão de quem não me acompanhe nessa lógica não sei ser Normótico, vou e sempre irei pagar um preço alto por isso, mas a satisfação de ter a consciência tranquila em dizer o que penso e ser o que sou, é simplesmente reparadora...
Para tanto, mais uma vez, no que saímos as pressas cheio de bagagens e um peso enorme algumas coisas ficam por escolha própria, outras a gente esquece sem saber por que, e tem as que queremos carregar mas elas caem no caminho. No percurso, em seus trajetos ate o destino claro tem aqueles que sempre estiveram e continuaram, onde VC que esta lendo se encaixa?
"O homem não pode desejar nada, a menos que antes compreenda que ele só pode contar consigo mesmo; que está sozinho, abandonado na Terra, sem outros objetivos a não ser os que ele mesmo estabelecer, sem outro destino a não ser o que ele forjar...Não importa o que faremos de nós. O que importa é o que faremos daquilo que fizeram de nós. Jean-Paul Sartre" .

Por mais que eles queiram desestimular forjando um apoio com discurso de integração, fiquem espertos pois eles não querem que você cresça eles metem, quando dizem que acreditam em você, se for negro, mulher, glbts, de periferia demonstre mais ainda sua vontade e siga acreditando e lutando cada batalha, não acredite Repito Não Acredite como eu acreditei em palavras ou sorriso, um lindo discurso pode ser perverso, o conhecimento enobrece, traz muita coisa transformadora para quem ao seu encontro. Mas uma pessoa com conhecimento e sem humanidade pode ser destruidora assim é muitos Mestres que se chamaram meus professores, diferentes de outro que jamais irei esquecer...Hoje entendo o mundo acadêmico uma forma tão esclarecedora e seu jogos de egos, e suas palavras vazias...Conhecimento sem humanidade de nada serve, é um conjunto e que na universidade você não ira aprender a ser humano , principalmente se esta for ligada a alguma religião ou visão política.

Por que tudo isso?

Falo e irei falar o que penso sempre que necessário for, não mudei, apenas estou em busca de mais, não desisti apenas mudei a rota do curso que segue,  não sou outra pessoa sou a mesma e bem melhorada, continuo e sempre continuarei cítrico, de sabor forte, único e que aquele que experimenta não acha substituto a altura, uns lembram mas o Ryck é o Ryck....  


Pergunto novamente: No percurso, em seus trajetos ate o destino claro tem aqueles que sempre estiveram e continuaram, onde, VC que esta lendo, se encaixa?
 

 

Ricardo Camilo dos Reis







segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Intempestuoso

Corre em minhas veias, o caos natural de minha natureza....
As tempestades me fazem ficar de pé! Meu choro é maremoto.
Meu olhar raios...Meu respiro um nevoeiro...Penso as catástrofes e
falo despejando lavas de um vulcão...
Tente domar a natureza do meu espírito de ventania ....

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Se Toca!!!

Se você me respeita, me trata com a verdade e é real eu enterro seus mortos, entro na frente da bala e deponho a se favor...Um preço justo pelo simples fato de ser... amigo e fiel..

sábado, 9 de janeiro de 2016

Morte e vida


Por que quase morri varias vezes?
Quase morri, de amor.
Quase morri de paixão.
Quase morri de tesão.
Quase morri de inanição, quando senti:
- Não tinha mais o seu corpo, nas mãos...
Hoje viver, é morrer todos os dias.
Morrer..O morto da morte, que demostra vida pulsante, nas larvas do seu corpo....
E na vida, qual não me permite morrer

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

EU CONFESSO...

Eu confesso
Não sou capaz de lidar com a vida... na solitude...
Tenho medo da morte!
Não consigo encara-la de frente.
Estou carente a muito tempo(...)
E preciso de um abraço...
Eu preciso de carinho...
Eu preciso de beijos...
Eu preciso de sexo...
Não sexo casual mas sim sexo transcendental...
Com o comprometimento, mas isso não esta nos planos do outro!
tudo isso depende de dois não de um....
Onde achar alguém que queira se comprometer de verdade?

me diga o que pensa

Viver em sociedade é um desafio porque às vezes ficamos presos a determinadas normas que nos obrigam a seguir regras limitadoras do nosso ser ou do nosso não-ser... Quero dizer com isso que nós temos, no mínimo, duas personalidades: a objetiva, que todos ao nosso redor conhece; e a subjetiva... Em alguns momentos, esta se mostra tão misteriosa que se perguntarmos - Quem somos? Não saberemos dizer ao certo!!!Agora de uma coisa eu tenho certeza: sempre devemos ser autênticos, as pessoas precisam nos aceitar pelo que somos e não pelo que parecemos ser... Aqui reside o eterno conflito da aparência x essência. E você... O que pensa disso? Que desafio, hein?"... Nunca sofra por não ser uma coisa ou por sê-la..."

Como ando.....

"Não sei o como ando...Ultimamente eu ando com dor, com fome, sem grana estafado, irritado psicótico e vazio!!! Ando e ando, e quando olho no caminho se vai os pedaços de mim...Más não volto mais, pra recolher? Por que? (...) Tenho perdido muita coisa, além do meu tempo, fico por horas deitado olhando minha vida gotejar, o que acho fantástico, me parece mais acalantador, que sofrer as perdas... Que na verdade nunca as tive... E o bom de estar vazio é que posso encher de coisas novas, para assim experimentar o novo, e derramar o copo, ou esvaziar novamente...E continuo andando... Andando com dores, na perna, na cabeça e na língua....Meu coração e corpo cansados, mas amados ou revoltados e inertes...Mas tô aqui, deslocado do mundo, e espero não sair andando com dores de sua vida, queria era me embebedar e encher o copo de você!!!É isso esse é o eu, que tenho condições de lhe oferecer...Quer andar comigo, tô indo?...hum, vêm? ...não? To andando na frente ta!...te amo! Há olha se quiser eu espero? Só não posso voltar muito!"

Poesia e Falácias para o café da tarde...


Um bolo, um tolo, um chá.....Café? Preto, forte, encorpado... suado.Pretinho.
Um bolachas... sua cara, biscoitos... um coito. Suco, oco calado, engolido o pão!Amem!
Farelo...cascas no chão, mãos, os restos estão....
O calor, sabor...O olhar...
A dor e as gotas escorem pela xícara quebrada e triste, sobre o pires das lembranças...!
Quer mais chá!
Run rummmm, desculpe, você falou alguma coisa?
Não.
A tá.

domingo, 3 de janeiro de 2016

...GOSTO DE GOSTAR, SER VISCERAL...TER ESTE INSTINTO ANIMAL...LEONINO ONDE SOU O REI...NO MEU REINO DE LOUCURA E RAZÃO...SACUDO A JUBA DO ALTO DO MORRO ECOA MEU RUGIDO, E COMO UM GATINHO DEMARCO ESPAÇO E LAMBO AS PATAS.....

instável

   Souemotivamente instável, genioso, nervoso, chato, impaciente, agressivo, incisivo, ignorante, briguento, austero e colérico....
 Mas sou muito foda e faço a vida valer a pena!!!Pois brigo pela vida,não estou alheio a existir bem comigo mesmo!
Não tive tempo de fazer muita coisa...Por estar fazendo outras qual julguei muito importante...Estudo ou decepções como queira chamar...E as mudanças drásticas de ser e não dar conta do que se é...Então acabei de assistir o Documentário da Amy Winehouse...E deu pra pensar nos que nos destrói e o que nos prende...Pessoas, ações, desconsolações e a real ilusão...Agora é tomar Uns dois Codex e um Diazepam...e tentar compreender....Engraçado ela morreu dia 23 de julho de 2011 dia do meu aniversario, estava frio e eu não estava bem....

      Ainda tenho que cometer um assassinado que achava ter cometido e na verdade não!!! eu Simplesmente guardei o corpo da minha" Mãe Interna"num baú mas ele começou a se manifestar no baú de madeira nobre...A minha mãe interna que insiste em adotar, ouvir e cuidar de todos e depois ser acusada de proteger e amar....


Com vocês Amy

.......Não é maravilhoso, que você, que você tem um amigo?
Porque embora nós mudamos em nossos esforços
Ainda assim, ainda temos algumas coisas em comum
E agora não é estranho, não é estranho, mas maravilhoso?
Que nós ... ainda estamos, somos amigos.... 


https://www.youtube.com/watch?v=STodI3o-CYU