sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“Solitária”


A vida sentida...No vasto transito dela, a vida...
A vida alada...Nos seu grilhões, do riso forçado, abraços espaçados...
Na vida sem graça, no caminho da massa, do alto do seu poder ilusório...
A felicidade não existe!
Você não é verdade, não expressa, não extrapola e não vive! Sobrevive.

Avida que se passa, é sem graça e sem noção...
Lhe abraça, se achega perto, lhe dá um beijo e aperta a mão.

Mas não fique assim, não se disfarça...És o que é.
O mentiroso, tão generoso, seu jeito nobre...Ajuda os pobres, injustiçados, os mau amados e os sem chão (...)
Sabes de nada! Tú és piada, enxovalhada e sem noção.
Defende o mundo, respira fundo, sorri de canto, mas não é não!

Infelizmente és tão triste, e não existe, que a faz sofrer....
Tão caladinha, só e....Quietinha, acostumada a não dizer.


Ricardo Camilo dos Reis