quarta-feira, 18 de março de 2015







music...

O vento passou qual, foi difícil esquecer a tempestade...
music play dançou chorou...cuidou, amou eternamente e casou!
dançou, guardou saiu vuou....Pra você a canção da paz...
a fé atravessou sua alma, a confiança repousou em meu luar...lutar, amar...
freedon ...
livre...Sinto falta de ser livre e prezo a confiança sua...vejo tudo aqui não me importo em ver ouço o que me convém....
 Se não, o que não foi não é...
veja você a gente só queria um amor...esse é só começo do fim das nossas vidas..
ele não sabe ser melhor viu, ele não viu as vezes ta por um fiu, o mundo todo é hostil...um feito tão sem defeito que consegue fingir...
Mesmo que for só, não vou ceder!
Love...Redemption of tour love.
Po ser do vento vir sobre cais, pode ser da vida acostumar...
...vento na cara pasa o tempo, passa o ar, passa o carro vai passa passa o tempo passa o mar passa passa a perpassar... Hello!
*#$**%#@@$$$#@@×÷|~¶¶®©\£℅™Π
Si no iba a volver, la tristeza de no tener su mirada, su calor su amore ...
 Matando Mentiras , Diga uma prece agora, Não se assuste Você não quer problemas Bem nós podemos arranjar alguns
Nós arranjamos alguns.... É turbulento, Mas não se preocupe Você pode me ajudar...  Matando Mentiras...
No alto da janela debrusado como namoradeira  Cinco andares se incendiaram assim que você chegou
A the band Love is a losing  O amor é um jogo...

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“Solitária”


A vida sentida...No vasto transito dela, a vida...
A vida alada...Nos seu grilhões, do riso forçado, abraços espaçados...
Na vida sem graça, no caminho da massa, do alto do seu poder ilusório...
A felicidade não existe!
Você não é verdade, não expressa, não extrapola e não vive! Sobrevive.

Avida que se passa, é sem graça e sem noção...
Lhe abraça, se achega perto, lhe dá um beijo e aperta a mão.

Mas não fique assim, não se disfarça...És o que é.
O mentiroso, tão generoso, seu jeito nobre...Ajuda os pobres, injustiçados, os mau amados e os sem chão (...)
Sabes de nada! Tú és piada, enxovalhada e sem noção.
Defende o mundo, respira fundo, sorri de canto, mas não é não!

Infelizmente és tão triste, e não existe, que a faz sofrer....
Tão caladinha, só e....Quietinha, acostumada a não dizer.


Ricardo Camilo dos Reis

sábado, 8 de fevereiro de 2014

" Un Chant d'amour "


          "O que precisamos é de ódio, Dele nascerão as nossas ideias." 
          " Un Chant d'amour "E hum Filme Realizado los 1950 POR Jean Genet.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"Arte e Transgressão em Jean Genet, na perspectiva existencialista de Jean Paul Sartre".

               
                                            “Para saber uma verdade qualquer a meu respeito, é preciso que eu passe pelo outro”.
                                                                                                                                                                                            Jean-Paul Sartre

 “Oque precisamos é de ódio, Dele nascerão as nossas ideias.”
Jean Genet

“O cinema é a forma contemporânea da arte”
Marilena Chauí

          
            

"A ideia que eu jamais deixei de desenvolver é que, ao fim das contas, cada um é sempre responsável por aquilo que foi feito dele - mesmo se ele não puder fazer mais que assumir essa responsabilidade. Eu acho que um homem pode sempre fazer alguma coisa daquilo que fizeram dele. É a definição que eu daria, hoje em dia, de liberdade: este pequeno movimento que faz de um ser social totalmente condicionado, uma pessoa que não reproduz mais a totalidade daquilo que recebeu em seu condicionamento; o que faz de Genet um poeta, por exemplo, enquanto ele tinha sido, rigorosamente condicionado para ser um ladrão?" (SARTRE, 1972: 101-2).

      


 “....Você não se mexia, não dormia, não sonhava, estava em fuga, imóvel e pálido, regelado, reto, estendido teso sobre o leito achatado como um caixão sobre o mar, e eu nos sabia castos, enquanto ficava atento... (GENET, 1968, p. 68)







“O vicio em tudo isso

não passa de ilusão
que somente enganar
às almas vulgares.”

Mais do mesmo

Queria sua mão...Mas não!
Carinhos, beijos afagos largados...
Sentir a falta do que não se tem...
O que não se vem...O que não se viu...
Ta certo, sou anil!
Purpura e verde musgo...
Me arrastar pelo lodo, o calor vivo do mangue...

Seu sexo tão trivial...
Um não ser animal...
Gosto de  À la carte...
Amo, me amo, amar as artes..os descartes...
Os corpos em emoção...
Suas mãos tão mortas, não me fazem reviver,
morrer, saber, querer, ganhar ou perder...

O calor não me permite pensar, mas me faz refletir...
Que quero de ti?
Que sinto assim?
Que queres de mim!?
Estar, amar, ganhar...(águas que lhe fogem, nos vãos das mãos)
Que quero eu então?
(...)


Ricardo Camilo dos Reis

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

"Mata! e Escura..."

      Então ele passeava, discretamente pelo vácuo de lodo envoltos em gramas carmim, fazia um barulho estranho no seu caminhar...Seguido pela lua que, observava atenta por entre nuvens cinzentas, de uma noite gelada.
      Os barulhos salpicavam em seu peito saltando o coração a bater na garganta, um suor frio e tremores não permitiam que sua boca se acalma-se, num sonido musical de tilintar a seco.
      Por entre as arvores, sinistras, choronas, os abacateiros e suas mangueiras....E suas besteiras.
      Um nevoeiro que corre, e se toma do espaço, um grito forte como aço....
      Passo, a passo...Um som os traços, aquele que corre, o homem que morre e ele se cala...Flor Resta nos fala, assovio o frio...
      A noite se segue, os passos são lentos, os olhos atentos, e os seu movimentos então cessaram.

Ricardo Camilo dos Reis

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Devaneio


Queria...eu rasgar seu corpo no dente,
Pentear o gato, tirar o sapado,
As roupas...E sair...
Mas vejo as sobras, do eu na parede, falando!
Vidas? Segue longe....Criando imagens....Ele me observa.
Em um copo de café, sem substâncias hemorrágicas, me deleito.
Sofro determinadas metamorfoses do viver.
Olho a direita, mas não entendo direito.
Seus movimentos, nuances...Quem é você?
No que estou me transformando?
Do lado de fora existe almas,querendo entrar.
Mas...Ai a festa! A festa cá dentro, da alma é sem rumo,e não permite vidas opostas.

Ricardo Camilo dos Reis

Sonhei...

Tive um pesadelo com você.
Disse me: Queria  o pra sempre...
Mas já me contento...Com agora, no instante do momento...
Acordei suado, abalado e sem ar...
Sem rumo.
E percebi não era um sonho, mas sim um sonho real...

Ricardo Camilo dos Reis

Morte e vida.


Por que quase morri varias vezes?
Quase morri, de amor.
Quase morri de paixão.
Quase morri de tesão.
Quase morri de inanição, quando senti:
 - Não tinha mais o seu corpo, nas mãos...
Hoje viver, é morrer todos os dias.
Morrer..O morto da morte, que demostra vida pulsante, nas larvas do seu corpo....
E na vida, qual não me permite morrer.

Ricardo Camilo dos Reis

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Poema de "Cesta" - Olhares Trocados no Cesto de Costura.

Costurando, tricotando e fazendo a barra dos momentos.
Visa, brisa, o calor, o buraco da agulha.
Negro, o seu corpo, em meu favor, repor a linha.
Deitado, molhado a seco...As falas, as malas e você.
Bem querer, bem amar, não faltar....O pano branco liso de indiferenças.
- Quer casar? Costurar!
- Vou pensar....Vou gostar....Hum, Vou falar!
A presença, de um ser, manifestada em prazer, com coisas a dizer...
Quais os desenhos representaram...A sua vida, o seu olhar, você então...
Muito por fazer.....
Minutos sem querer.
(...) Silencio.
Olhos, bocas ocas, vazias e suprimidas, afetadas, caladas, quando não erupção, demostrações e conexões....
Visualizar o improvável, ali quieto observando seu corpo, sua pele, e seus pensamentos cifrados ou codificados, em sexualidade.
Imã...Cola...Acentua...As agulhas e o dedal, de uma vida animal.
Um bom papo, avaliar os traços, a vida segue...
A voz se ergue.
Pensamentos fluidos, desesperados, amaldiçoados e reprimidos, pelos enganos, que são como panos bordados com linhas de verdades, a mão de uma senhora pobre e cega.
Mas a experiência que ela tem, em criar os caminhos de brocado, babado e ponto cruz, reflete a vida e a conduz...
Triste? Não ela sabe, que o caminho de mesa, esta da forma que, o presenteado gostaria.
Comprido, grande, muitos desenhos delicados e difíceis, bem elaborado, de bom material, e que servira para cobrir a mesa da vida, ou enfeitar a convivência.

Ricardo Camilo dos Reis ao Querido "Te"

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

É para o outro...

Enlouqueci, quase morro todos os dias e acordo para a vida, que não esta!
E o mais esclarecedor é que não dói mais, ai vem o questionamento: Estou ficando frio e racional ou nunca me importei? Sou isso ou sou aquilo melhorado ou piorado?
Por que na metafisica, o espirito tem de estar ligado ao racionalizar, perdi a crença?
Não! Sou crente em varias das coisas me impostas pelo mundo contemporâneo...
Pelas palavras de Hannah Arendit “ ...há sentido ainda...”, respondo pela boca de Nietzsche “quem tem coragem para tanto”,Eu!
A que preço, ao preço de ganhar e perder?...ai como perco, como caio, como dou com a cara na parede, como ainda me surpreendo com discursos e falácias do vazio presente, “aquele”.
Mas o que mata, e que eu levanto e levanto forte!!!Forte demais!!!!

Não encaixo!Sou um quebra cabeças, sem justa medida, se amo é apaixonante, se odeio é por inteiro.
As minhas pertubações e meu modo...São modos adquiridos, como a troca de pele de uma serpente sempre ao novo renascimento, ou a metamorfose de uma ninfa, da guerreira sanguinária, a bela que voa por sobre o outro, vistando um lugar amigável a se viver.
Responda pra mim...Pois eu não consigo compreender te...? ? ?
Hegel diz “....Algo só vai ser, quando ele é para o outro.....ser para o outro, você só é para o outro...existir por dependência...” Que merda!!!

Mas a minha ação de criar o impossível, é: É o descolamento vital.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sonhar o ja vivido

 

2007
Acordei esta semana ao som de Art Montcks... E pesara cadê meu cabelo vermelho ou azul ou meus cachos selvagens, minhas tatoos se apagam com o tempo, meus pircengs alguns eu já não os tenho...eu era tão The Stronks e chorava ao som de Legião Urbana e me produzia ao som de Bijork....Dançava como uma vadia no cio, e fazia do corpo de todos meu ninho certamente eu era mais rock in roll, eu queria mudar o mundo!
Realmente o mundo que encontrei hoje pela manhã não é o mesmo, não tem mais a calça rasgada, a garrafa de vinho barato o fumo puxado, vocês ao meu lado e não fui eu quem o mudou, ele evoluiu de possibilidades para amebíase escatológica... Ainda sim queria dançar co você aquela dos novos baianos... E nos deliciar ao som de Amelie Polan, ver um filme, de “Jean Genet”, entorpecidos e famintos... De amor, de calor... De fervor!!!
Caramba eu vivi isso, e não vivo mais!
As noites eram perfeitas e os dias incandesceram... Os amigos maravilhosos e cúmplices de momentos magníficos... Acho que estou partindo, pois vivo ou sobre vivo, com estes devaneios... Visitas e revisitas... Perdões, esquecidos... Amantes amigos... Beijos e pedidos!?
E ai se esvai minha alegria e uma partida só com as melhores lembranças!!!
Deveria eu amar tão intensamente, deveria eu me entregar por inteiro?Claro que sim!
Deve meu coração se amar?Sim claro que sim passou mas eu vivi, você viveu e nós vivemos isso e muito mais...
 
É isso....
 

"OS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO E FUNDAMENTAL, ESTÃO SENDO CONTEMPLADOS COM O ESTUDO DA HISTORIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA.


"OS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO E FUNDAMENTAL NAS ESCOLAS DA REGIÃO DO GRANDE ABC, ESTÃO SENDO CONTEMPLADOS COM O ESTUDO DA HISTORIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA E INDÍGENA EM SUAS GRADES CURRICULARES COMO PROMULGA A LEI 11.645/08?"

SÃO BERNARDO DO CAMPO  - 2012

Eu Tenho Um Sonho... "Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e da Declaração de Independência, estavam assinando uma nota promissória de que todo norte americano seria herdeiro. Esta nota foi a promessa de que todos os homens, sim, homens negros assim como homens brancos, teriam garantidos os inalienáveis direitos à vida, liberdade e busca de felicidade. Mas existe algo que preciso dizer à minha gente, que se encontra no cálido limiar que leva ao templo da Justiça. No processo de consecução de nosso legítimo lugar, precisamos não ser culpados de atos errados. Não procuremos satisfazer a nossa sede de liberdade bebendo na taça da amargura e do ódio. Precisamos conduzir nossa luta, para sempre, no alto plano da dignidade e da disciplina. Precisamos não permitir que nosso protesto criativo gere violências físicas. Muitas vezes, precisamos elevar-nos às majestosas alturas do encontro da força física com a força da alma; e a maravilhosa e nova combatividade que engolfou a comunidade negra não deve levar-nos à desconfiança de todas as pessoas brancas. Isto porque muitos de nossos irmãos brancos, como está evidenciado em sua presença hoje aqui, vieram a compreender que seu destino está ligado a nosso destino. E vieram a compreender que sua liberdade está inextricavelmente unida a nossa liberdade. Não podemos caminhar sozinhos. E quando caminhamos, precisamos assumir o compromisso de que sempre iremos adiante. Não podemos voltar. Digo-lhes hoje, meus amigos, embora nos defrontemos com as dificuldades de hoje e de amanhã, que eu ainda tenho um sonho. E um sonho profundamente enraizado no sonho norte americano. Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: "Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais". Eu tenho um sonho de que, um dia, nas rubras colinas da Geórgia, os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos senhores de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade. Eu tenho um sonho de que, um dia, até mesmo o estado de Mississipi, um estado sufocado pelo calor da injustiça, será transformado num oásis de liberdade e justiça. Eu tenho um sonho de que meus quatro filhinhos, um dia, viverão numa nação onde não serão julgados pela cor de sua pele e sim pelo conteúdo de seu caráter. Quando deixarmos soar a liberdade, quando a deixarmos soar em cada povoação e em cada lugarejo, em cada estado e em cada cidade poderá acelerar o advento daquele dia em que todos os filhos de Deus, homens negros e homens brancos, judeus e cristãos, protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar com as palavras do antigo spiritual negro: Livres, enfim. Livres, enfim. Agradecemos a Deus, todo poderoso, somos livres, enfim".

(Martin Luther King 28 de agosto de 1963 Washington, D.C.)



INTRODUÇÃO

Diante da temática escolhida: "Afros Brasileiros e Indígenas nos Materiais Didáticos" o grupo pensou em abordar uma questão muito pertinente a vida acadêmica, onde será de suma importância estar preparado e embasado para aplicação de normas estabelecidas em lei, quanto às pedagogias e cronogramas estabelecidos e suas aplicações em sala de aula.

Observado que, em nossa formação devemos seguir diretrizes fundamentadas, surgirá uma questão a qual deveria ser respondida, com o intuito de sanar as inquietações da docência, onde seria necessário perceber a realidade diante da teoria.

O ministério da educação e o presidente da republica Luiz Inácio Lula da Silva em 10 de março de 2008 estabelece as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo escolar da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática "Historia e Cultura Afro-Brasileira e Indígena". Sendo esta assim posteriormente sancionada como lei 11.645/08.

Tendo em vista o cumprimento da referida lei, pelos docentes em exercício no país, algumas observações em estágios e o contato com os materiais didáticos pedagógicos oferecidos pelo ministério da educação, nos incitou a questionar: Os alunos do ensino médio e fundamental nas escolas da região do grande abc estão sendo contemplados com o estudo da historia e cultura afro-brasileira e indígena em suas grades curriculares como promulga a lei?

O grupo sentiu então a necessidade de pesquisar e responder a questão.

Contudo, o grupo orientado pelo Professor Dr. Oswaldo, decidiu utilizar como apoio nas pesquisas bibliográficas principais, as obras de Florestan Fernandes, Darcy Ribeiro e Luiz Gama, além de literaturas de apoio, seguido de uma pesquisa de campo com dissentes do ensino médio e fundamental da região do grande abc, sendo 40 alunos com idade entre 12 e 17 anos das escolas de ensino fundamental e médio.

Projeto Adolescente Aprendiz núcleo I.N. do Município de Diadema, com horário de funcionamento das 13h00min as 17h00min onde mantém uma coordenadora do núcleo (educadora social) e um atendente administrativo.

O local é composto de quatro salas, uma de informática equipada e funcional, pátio, banheiros masculinos e femininos e uma estrutura física boa.

Formulamos perguntas de forma amostral utilizando quatro perguntas, com três fechadas e uma aberta. 10

Sistema de questionário, folha individual entregue a cada um (múltipla escolha e dissertativa), fazendo uso de slides em PowerPoint, com quatro imagens para cada folha de apresentação, sendo doze slides com variações de tom, permitindo assim que estes pudessem perceber-se e associar a sua respectiva resposta, quanto à pergunta feita.

Seguimos um cronograma estabelecido junto à instituição e seus respectivos responsáveis, para a realização do mesmo em datas e horários marcados, onde fomos bem recebidos com grande interesse sobre a pesquisa. Foi nos disponibilizado a sala de informática, onde cada aluno dividido e dois grupos de vinte alunos, dispostos cada um em um computador, onde previamente o grupo de pesquisa já havia instalado os slides e disponibilizado folha questionário para resposta.

Com dados em mãos passamos a analisar e elaborar gráficos e resultados colhidos, e algumas literaturas complementares que viessem a colaborar com a conclusão e análise da pergunta.

Com base na realização do trabalho, podemos concluir e responder a pergunta inicial elaborando uma conclusão sobre o problema questão levantada pelo grupo.

Tendo assim uma perspectiva dos fatos, proporcionando ao grupo, orientadores e o leitor, um ponto de vista que possa colaborar para um ensino pedagógico e reflexão filosófica sobre o tema, na busca pela qualidade e cumprimento do currículo escolar determinado e adequando o, à realidade da população brasileira. 11

 

1. LUIZ GAMA – O LIBERDADOR DE ESCRAVOS E SUA MÃE LIBERTÁRIA LUIZA MAHIN

1.1. EDUCAR PARA O FUTURO REVERENCIANDO O PASSADO

A libertação de escravos, de forma semelhante, aparece como uma benevolência, quase caridade a simples assinatura de uma lei por uma princesa "bondosa", sem mais nem menos. A lei Áurea, de 13 de maio de 1888, é definitiva na história ensinada nas escolas. Chega-se a falar de lutas, declaram se poemas de Castro Alves ( um defensor da causa, sem dúvida), e até cita-se um negro Jose do Patrocínio, intelectual também, defensor do fim da escravidão, aceito pela história oficial, o que não o desmerece, mas que não foi o iniciador da luta, o pioneiro. A Sociedade Brasileira Contra a Escravidão, criada por Joaquim Nabuco e Jose do Patrocínio, no Rio de Janeiro, teve muita importância e sua experiência se esparramou por vários lugares, dezenas de sociedades semelhantes em vários Estados se inspiraram nela. Mas fundação da sociedade aconteceu em 1850, quando ninguém se atrevia a fazer isso. (Benedito, 2011 pag.13 e 14) A história esconde os verdadeiros heróis, como demonstra Mouzar Benedito em sua pequena obra, mas de muito valor. Com isso, observamos a falta de referencia historiográfica nas obras literárias, materiais didáticos e pedagógicos utilizados nas escolas, lugar onde deveríamos compartilhar o conhecimento e reproduzir a verdade sem escondê-la.

De acordo com (Benedito, 2011 pag.21) Para um negro, as coisas eram (e são ainda hoje) muito mais difíceis do que para os brancos. O grupo percebeu em suas observações um pensamento subliminar inserido, onde distorce a história étnica racial do pais, amenizando e maquiando fatos históricos importantes para a valorização do brasileiro em formação escolar, percebe se ainda uma manipulação política para portanto, privar as novas gerações de exercitar a razão e o pensar social de sua identidade como cidadão, quase que arrancando lhes suas referências verdadeiras, promovendo um apagão na memória de um povo.

Luiz Gama, considerado o precursor das lutas abolicionistas no Brasil, era ridicularizado por isso, ser antiescravagista parecia um despropósito na época. Só mais tarde apareceram algumas pessoas como o poeta Castro Alves para engrossar essa luta (Benedito, 2011 pag.31). Um de nossos vários papeis como educador é o de fazer com que esta história não seja 12

esquecida e sim discutida, questionada e faze-la visível como uma mancha em nosso histórico de injustiças para um reflexão e reparação social afim de manter e converter o pensamento enraizando um orgulho por ser o que se é, como brasileiro, miscigenação de raças e culturas.

Segundo Benedito, 2011 pag.31 O negro era visto pela classe dominante como um mero animal de trabalho. Ao nos confrontarmos com essa realidade didática, a qual insiste em modificar um evento real, mantendo os estudantes de todas as etnias inertes a não se perceber como um ser protagonista do seu histórico de lutas, genealogia, e identidade, e projetando lhe um passado irreal e um pensamento que não é o seu verdadeiro, fabricando lhe histórias fantasiosas de um passado de fábulas.

Entendendo Benedito, 2011 pag.55 Luiz Gama reagia com humor às provocações por causa da cor da sua pele, nem por isso era menos radical contra o racismo.

Isso nos provoca o seguinte pensamento, podemos ainda sim ser um povo alegre, piadista e querer viver um futuro diferente e melhor em busca do progresso, mas nossa historiografia e toda sua mazela antropológica devem ser lembradas, discutidas e celebradas, para assim reorganizarmos nossos pensamentos e não permitir casos recorrentes presentes no hoje, ainda sim fundamentalmente reparar o que é possível socialmente em todos os campos de inteligibilidade humana.

(O Navio Negreiro - Castro Alves)

"'Estamos em pleno mar... Doudo no espaço Brinca o luar - dourada borboleta; E as vagas após ele, correm... cansam, Como turba de infantes inquieta."

"Era um sonho dantesco... o tombadilho, Que das luzernas avermelha o brilho. Em sangue a se banhar. Tinir de ferros... estalar de açoite... Legiões de homens negros como a noite, Horrendos a dançar... Negras mulheres, suspendendo às tetas, Magras crianças, cujas bocas pretas, Rega o sangue das mães: Outras moças, mas nuas e espantadas, No turbilhão de espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa vãs! E ri-se a orquestra irônica, estridente...E da ronda fantástica a serpente, Faz doudas espirais ... Se o velho arqueja, se no chão resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. E voam mais e mais... Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! No entanto o capitão manda a manobra, E após fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros:"Vibrai rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!..." E ri-se a orquestra irônica, estridente. E da ronda fantástica a serpente, Faz doudas,espirais...Qual um sonho dantesco as sombras voam!...Gritos, ais, maldições, preces ressoam!E ri-se Satanás!..."

(IN:Espumas Flutuantes.RJ: Edições de Ouro,s.d.p 184 – 5)

Etica


A palavra ética é de origem grega derivada de ethos, que diz respeito ao costume, aos hábitos dos homens. Teria sido traduzida em latim por mos ou mores (no plural), sendo essa a origem da palavra moral.
Uma das possíveis definições de ética seria a de que é uma parte da filosofia (e também pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre os valores das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual.
Tentarei decorrer racionalizando o exercício proposto sobre ética.
E como somos meros mortais irei me referenciar e revisitar alguns filósofos que se propuseram a analisar filosoficamente o assunto para então emitir um pensamento sobre o tema exercitando um pensamento critico sobre o que é ética, como, e de que forma esta se apresenta em minha perspectiva atual, refletindo a cerca das influencias que um código moral, e uma conduta ética estabelecem e ou influencia o exercício virtuoso sobre nossa subjetividade contemporânea.

CONSIDERAÇÕES 

Existe alguma confusão entre o Conceito de Moral e o Conceito de Ética.

“A etimologia destes termos ajuda a distingui-los, sendo que Ética vem do grego “ethos” que significa modo de ser, e Moral tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes. Esta confusão pode ser resolvida com o estudo em paralelo dos dois temas, sendo que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. É a “ciência dos costumes”. A Moral tem caráter normativo e obrigatório. Já a Ética é “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, assim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social. A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos.” RICOEUR, 1991.

Observando os dias atuais fico pensante em estabelecer um pensamento filosófico formal e da razão humana sobre ética, que na visão de vários filósofos ao longo do tempo se propuseram a debruçar se sobre o assunto, ética, que confunde se com moral, muitas vezes esta se entrelaça o senso comum, e prefiro esta separação e distinção que Ricoeur propõe aos dois conceitos.
Curiosamente, a palavra "ética" é, hoje em dia, bem aceita nos discursos, enquanto o termo "moral" é rejeitado em nome de uma conotação vagamente religiosa ou bem pensante. No entanto, trata se de dois sinônimos, derivados um do grego e o outro do latim, evocando a arte de escolher um comportamento, distinguir o bem do mal. (JACQUARD, A.  Filosofia para não Filósofos, p. 37.).
Por que, estes equivocam constantemente? Tenho primeiro que estabelecer quais as relações morais que nossa sociedade é, e vive estabelecida como um padrão social, onde concepções morais das mais variadas, quase sempre estão inseridas com certa religiosidade, ou um parâmetro, de justiça um estado comum e partilhado.
“‘A justiça concentra em si toda a excelência’. É, assim, de modo supremo a mais completa das excelências. É, na verdade, o uso da excelência completa. Completa, porque quem a possuir tem o poder de usá-la não somente para si, mas também com outrem. [...] a justiça é a única excelência que parece ser um bem que pertence a outrem, porque efetivamente envolve uma relação com outrem; isto é, produz pela ação o que é de interesse para outrem [...]”. (Aristóteles, Ética a Nicômaco, 1130 a1, livro V, São Paulo, Editora Atlas, 2009).

Uma sociedade se coloca em um conjunto social, uma organização comum, onde estabelecem um formado ético de bem viver, desfrutando de regras e fazendo delas suas formas de organização em sociedade moral e de justiça. S. Tomás de Aquino e Santo Agostinho incorpora-se a ideia de que a virtude se define a partir da relação com Deus e não com a cidade ou com os outros. Deus nesse momento é considerado o único mediador entre os indivíduos, portanto o mediador, condutor e sentenciador dos atos morais e éticos de um grupo.Assim nossa sociedade hoje se forma em bases morais, e conceitos éticos nos seus mais variados seguimentos, baseados no cristianismo onde se fundem e confundem o bem viver social, vista que cada qual sente se moralmente responsável em difundir uma conduta ética e de valores na comunidade.
Kant afirma ainda que, nos deixarmos levar por nossos impulsos, apetites, desejos e paixões não teremos autonomia ética, pois a Natureza nos conduz pelos interesses de tal modo que usamos as pessoas e as coisas como instrumentos para o que desejamos.
Onde a quebra destas regras pode fazer o individuo, que faz parte desta sofrer as consequências estabelecidas por sua organização, ou estado.
Estar pronto a seguir diretrizes de punição para o bem comum, embora nossa sociedade esteja fundamentada e sobrevive em uma espécie de capitalismo de consumo latino americano, que impede esta sociedade de estabelecer um comportamento ético e virtuoso, e sim manter um comportamento ético moral apaixonante, desprovido de autonomia racional, algo como um existir e sobreviver à medida que surgem as mazelas, fatos, questionamentos e interesses pessoais à conduta moral ética se moldam ou modificam, podendo inclusive ser seguida como um padrão social econômico com cunho de interesses. A ética para Hegel deve ser determinada pelas relações sociais, o homem tem uma corresponsabilidade frente as suas ações. Hoje a ética não se apresenta nas falas e ações do ser como uma virtude, ela esta sempre embutida de valores morais pessoais e religiosos.

Kant. Afirmava que: “não existe bondade natural. Por natureza somos egoístas, ambiciosos, destrutivos, agressivos, cruéis, ávidos de prazeres que nunca nos saciam e pelos quais matamos, mentimos, roubamos”. De acordo com esse pensamento, nos tornarmos seres morais era necessário nos submetermos ao dever. Essa ideia é herdada da Idade Média na qual os cristãos difundiram a ideologia de que o homem era incapaz de realizar o bem por si próprio. Por isso, ele deve obedecer aos princípios divinos, cristalizando assim a ideia de dever.

Como todas as teorias, nossa sociedade contemporânea também sofre as influencias religiosas na construção de sua ética comportamental, pois esta vem com uma moral religiosa inserida, discretamente, e em algumas vezes bem explicitas, ditando as regras para o bem viver ético, e que quase sempre interfere nas condutas do todo.  Sempre quando se pensa em um comportamento ético nos dias de hoje, este pensar vem acompanhado de questões socioculturais, uma forte religiosidade ou um padrão estabelecido por um estado instalado e sua justiça do qual se faz parte, que ira estabelecer ou ditar o comportamento do individuo. Portanto se não fores punido pelo estado e sua justiça, serás punido pelo seu meio social e as ações do outro, baseadas no senso comum, e por fim a justiça divina da punição certeira e certa que vira. Todo este contexto “Ético” terá uma analise racional diferenciada no pensamento do ser, através de sua busca virtuosa ao longo da vida, o que fará do ser, um “Ser” melhorado a cada dia, e não passível de influencias terceiras e punições do bem contra o mal.

Aristóteles subordina sua ética à política, acreditando que na monarquia e na aristocracia se encontraria a alta virtude, já que esta é um privilégio de poucos indivíduos. Também diz que na prática ética, nós somos o que fazemos, ou seja, o Homem é moldado na medida em que, faz escolhas éticas e sofre as influencias dessas escolhas. Uma Ética subjetiva de bem viver seria um ideal nos dias atuais, bem diferente da que é colocada nas obras de Aristóteles, embora esta seja sua realidade naquele contexto histórico, que é em sumo muito significativa a aquele período. 
Talvez hoje o que me confortaria seria pensar em uma ética “Pragmática” Com raízes na apropriação de coisas e espaços, na propriedade, tem como desafio à alteridade (misericórdia, responsabilização, solidariedade), contribuindo para a igualdade entre os homens: “distribuição equitativa dos bens materiais, culturais e espirituais”. O homem é visto, como sujeito histórico-social, e como tal, sua ação não pode mais ser analisada fora da coletividade. Embora seja um ideal tão distante.

Pois assim determina Vasquez (1998) ao citar Moral como um “sistema de normas, princípios e valores, segundo o qual é regulamentado, as relações mútuas entre os indivíduos ou entre estes e a comunidade, de tal maneira que estas normas, dotadas de um caráter histórico e social, sejam acatadas livres e conscientemente, por uma convicção íntima, e não de uma maneira mecânica, externa ou impessoal”. 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 4. ed.Martins fontes.2007 

ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco, trad. Edson Bini, São Paulo, Ed. Edipro, 1ª.

Edição, 2002.

OS PENSADORES, “São Tomás de Aquino” São Paulo: Abril Cultural 1980.


OS PENSADORES, “Santo Agostinho” São Paulo: Abril Cultural 1980.


PESANHA, José de Américo Motta. “Santo Agostinho (354-430) Vida e Obra” p. VI – XXIV in “Os Pensadores, Santo Agostinho” São Paulo: Abril Cultural 1980.



ROSA, Maria da Glória de. “A História da Educação através dos textos”. São Paulo: CULTRIX, 2002


RICOEUR, Paul.Ethique ent moralem.Editions Seuil,1991.

Fontes:



http://circulocubico.wordpress.com/2008/04/04/tica-e-moral/

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

DEZEMBRO.......

Em dezembro é natal...e o meu presente é lhe perder...Perder ou ganhar?Não sei dizer talvez eu nunca tenha tido...você, você e você....e outro e todos eles e vós....Vai.........então vai!!!!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

QUANTO VALE OU É POR QUILO?


Resenha Crítica Sobre O Filme Quanto Vale Ou É Por Quilo?

RESENHA CRÍTICA SOBRE O FILME QUANTO VALE OU É POR QUILO?

O filme denuncia a relação da época da escravidão com os dias de hoje e o jogo de interesse que pode haver e, há, nas instituições beneficentes, ONGs e etc.
Uma frase interessante a se destacar nas primeiras cenas é a de uma alforriada e um branco, donos de escravos, onde este rouba um escravo dela e, ela, ao ir atrás da recuperação de seu escravo, aos berros, diz “a minha violência está nos meus direitos”, mas em vão, pois além de não recuperá-lo, vai presa por desordem.
O filme retrata várias cenas retiradas do Arquivo Nacional e também de um conto de Machado de Assis, ‘Pai contra Mãe’, sobre a época da escravidão, de como os negros eram tratados como produtos e de como estes produtos rendiam lucros.
Duas histórias se entrelaçam mostrando que pouca coisa mudou daquela época pra cá, no sentido dessa exploração do ser humano, em principal das populações pobres e negras.
Há outro momento interessante no filme que relata os empreendimentos de empresas nas relações sociais, destaco a frase ‘Quem financia a solidariedade está preocupado com o retorno’, dita pelo personagem Marco Aurélio Silveira. Ligo esta frase ao caso das amigas Maria Antonia e Lucrecia que tiveram uma amizade lucrativa, Maria tendo se beneficiado com o investimento de solidariedade com a amiga e Lucrecia tendo conseguido sua tão sonhada liberdade.
‘Ajudar a quem precisa é movimentar a economia do país’. Há milhares de instituições do terceiro setor no Brasil e, muitas delas, são simplesmente para a ascensão dos interesses e do enriquecimento desonesto, impróprio. O filme diz que são investidos 100 milhões de dólares ao ano para entidades apenas referentes ao cuidado de crianças abandonadas - que passam de 10 mil -, isto é, para cada criança, poderiam ser investidos, diretamente, 10 mil dólares. Não podemos, como na política também, dizer que todas instituições se encaixam nesse quadro de corrupção, mas há a súbita necessidade de...


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

UMA PERCEPÇÃO AMIGA...

                                            

Era uma vez um Canceriano meio Leonino perdido em seu mapa astral chamado Snake. Snake era irritante e irritável mas mesmo assim seu magnetismo, sarcasmo, inteligência e astucia, atraiam muito seguidores, que hora o amavam e hora o odiavam.
O seu cú brilhava, sua maior virtude era ajudar pra que outros brilhassem também. Seu poder de organização e seu jeito guerreiro inspirava muitos outros seres do plano astral e terrestre. Snake era peça fundamental para o grupo Funâmbulos  pois o grupo de artistas perdidos e criativos precisava de uma titia firme no comando, Snake a titia lenda não media esforços para deixar tudo perfeito e conseguir colocar seus companheiros de arte na linha. Muitos amigos agradeceram pela sua grande força dando pra ele uma festa. Snake estava feliz, mas irritado com sua ociosidade, pois ele gosta de produzir coisas fantásticas, como por exemplo fazer sonhos virarem realidade!
Eu amo o Snake e sinto muito a sua falta, mas sinto sua energia forte daqui!
Bj


(Fabi Medeiros Bat haMelech 01/08/2009)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

"Negrinha" de Monteiro Lobato vídeo "Teste de Bonecas"


COM BASE NO TEXTO "Negrinha de Monteiro Lobato" ONDE REALIZAMOS UMA BREVE ANALISE E DEBATE...E VÍDEO ASSISTIDO "Teste de Bonecas"

-PENSO QUE TEXTO DISPÕE DE VÁRIOS COMENTÁRIOS E OBSERVAÇÕES PRECONCEITUOSAS, DE CUNHO VEXATIVO E DISCRIMINATÓRIO PARA COM O OUTRO.
-O TEXTO,PARA SUA ÉPOCA TEM UM PONTO DE VISTA E UM POSICIONAMENTO DIANTE DA REALIDADE SOCIAL VIVIDA NAQUELE CONTEXTO, PORTANTO ACEITÁVEL DIANTE DA CULTURA QUE SE VIVENCIAVA.
"ISSO ME FAZ QUESTIONAR:"
Conhecemos Monteiro Lobato, não por suas obras mas suas ideias no âmbito pessoal?
Sabemos realmente se ele era escravagista ou racista,ou ele aborda o tema desta forma, com o proposito de causar um pensamento e uma inquietação diate do assunto, evidenciando a questão?
Como era um costume social vivido e praticado na época, o artista teria esta noção de diferença, no que abordara?

-QUANTO AO VÍDEO TESTE DE BONECAS:

De fato é chocante, mas a razão demostra claramente que isso ocorre por sermos um produto do meio, onde a falta de referencia no contexto sociológico-étnico e de identidade não permite que a criança se limite a pensar desta forma, fator de reprodução do meio social em que se esta inserido.
http://www.youtube.com/watch?v=CrKyISFnwgE

Ricardo Camilo dos Reis


Negrinha

Monteiro Lobato


Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados.
Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças.
Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma — “dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral”, dizia o reverendo.
Ótima, a dona Inácia.
Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os nervos em carne viva. Viúva sem filhos, não a calejara o choro da carne de sua carne, e por isso não suportava o choro da carne alheia. Assim, mal vagia, longe, na cozinha, a triste criança, gritava logo nervosa:
— Quem é a peste que está chorando aí?
Quem havia de ser? A pia de lavar pratos? O pilão? O forno? A mãe da criminosa abafava a boquinha da filha e afastava-se com ela para os fundos do quintal, torcendo-lhe em caminho beliscões de desespero.
— Cale a boca, diabo!
No entanto, aquele choro nunca vinha sem razão. Fome quase sempre, ou frio, desses que entanguem pés e mãos e fazem-nos doer...
Assim cresceu Negrinha — magra, atrofiada, com os olhos eternamente assustados. Órfã aos quatro anos, por ali ficou feito gato sem dono, levada a pontapés. Não compreendia a idéia dos grandes. Batiam-lhe sempre, por ação ou omissão. A mesma coisa, o mesmo ato, a mesma palavra provocava ora risadas, ora castigos. Aprendeu a andar, mas quase não andava. Com pretextos de que às soltas reinaria no quintal, estragando as plantas, a boa senhora punha-a na sala, ao pé de si, num desvão da porta.
— Sentadinha aí, e bico, hein?
Negrinha imobilizava-se no canto, horas e horas.
— Braços cruzados, já, diabo!
Cruzava os bracinhos a tremer, sempre com o susto nos olhos. E o tempo corria. E o relógio batia uma, duas, três, quatro, cinco horas — um cuco tão engraçadinho! Era seu divertimento vê-lo abrir a janela e cantar as horas com a bocarra vermelha, arrufando as asas. Sorria-se então por dentro, feliz um instante.
Puseram-na depois a fazer crochê, e as horas se lhe iam a espichar trancinhas sem fim.
Que idéia faria de si essa criança que nunca ouvira uma palavra de carinho? Pestinha, diabo, coruja, barata descascada, bruxa, pata-choca, pinto gorado, mosca-morta, sujeira, bisca, trapo, cachorrinha, coisa-ruim, lixo — não tinha conta o número de apelidos com que a mimoseavam. Tempo houve em que foi a bubônica. A epidemia andava na berra, como a grande novidade, e Negrinha viu-se logo apelidada assim — por sinal que achou linda a palavra. Perceberam-no e suprimiram-na da lista. Estava escrito que não teria um gostinho só na vida — nem esse de personalizar a peste...
O corpo de Negrinha era tatuado de sinais, cicatrizes, vergões. Batiam nele os da casa todos os dias, houvesse ou não houvesse motivo. Sua pobre carne exercia para os cascudos, cocres e beliscões a mesma atração que o ímã exerce para o aço. Mãos em cujos nós de dedos comichasse um cocre, era mão que se descarregaria dos fluidos em sua cabeça. De passagem. Coisa de rir e ver a careta...
A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão, fora senhora de escravos — e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo — essa indecência de negro igual a branco e qualquer coisinha: a polícia! “Qualquer coisinha”: uma mucama assada ao forno porque se engraçou dela o senhor; uma novena de relho porque disse: “Como é ruim, a sinhá!”...
O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana. Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis. Inocente derivativo:
— Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!...
Tinha de contentar-se com isso, judiaria miúda, os níqueis da crueldade. Cocres: mão fechada com raiva e nós de dedos que cantam no coco do paciente. Puxões de orelha: o torcido, de despegar a concha (bom! bom! bom! gostoso de dar) e o a duas mãos, o sacudido. A gama inteira dos beliscões: do miudinho, com a ponta da unha, à torcida do umbigo, equivalente ao puxão de orelha. A esfregadela: roda de tapas, cascudos, pontapés e safanões a uma — divertidíssimo! A vara de marmelo, flexível, cortante: para “doer fino” nada melhor!
Era pouco, mas antes isso do que nada. Lá de quando em quando vinha um castigo maior para desobstruir o fígado e matar as saudades do bom tempo. Foi assim com aquela história do ovo quente.
Não sabem! Ora! Uma criada nova furtara do prato de Negrinha — coisa de rir — um pedacinho de carne que ela vinha guardando para o fim. A criança não sofreou a revolta — atirou-lhe um dos nomes com que a mimoseavam todos os dias.
— “Peste?” Espere aí! Você vai ver quem é peste — e foi contar o caso à patroa.
Dona Inácia estava azeda, necessitadíssima de derivativos. Sua cara iluminou-se.
— Eu curo ela! — disse, e desentalando do trono as banhas foi para a cozinha, qual perua choca, a rufar as saias.
— Traga um ovo.
Veio o ovo. Dona Inácia mesmo pô-lo na água a ferver; e de mãos à cinta, gozando-se na prelibação da tortura, ficou de pé uns minutos, à espera. Seus olhos contentes envolviam a mísera criança que, encolhidinha a um canto, aguardava trêmula alguma coisa de nunca visto. Quando o ovo chegou a ponto, a boa senhora chamou:
— Venha cá!
Negrinha aproximou-se.
— Abra a boca!
Negrinha abriu aboca, como o cuco, e fechou os olhos. A patroa, então, com uma colher, tirou da água “pulando” o ovo e zás! na boca da pequena. E antes que o urro de dor saísse, suas mãos amordaçaram-na até que o ovo arrefecesse. Negrinha urrou surdamente, pelo nariz. Esperneou. Mas só. Nem os vizinhos chegaram a perceber aquilo. Depois:
— Diga nomes feios aos mais velhos outra vez, ouviu, peste?
E a virtuosa dama voltou contente da vida para o trono, a fim de receber o vigário que chegava.
— Ah, monsenhor! Não se pode ser boa nesta vida... Estou criando aquela pobre órfã, filha da Cesária — mas que trabalheira me dá!
— A caridade é a mais bela das virtudes cristas, minha senhora —murmurou o padre.
— Sim, mas cansa...
— Quem dá aos pobres empresta a Deus.
A boa senhora suspirou resignadamente.
— Inda é o que vale...
Certo dezembro vieram passar as férias com Santa Inácia duas sobrinhas suas, pequenotas, lindas meninas louras, ricas, nascidas e criadas em ninho de plumas.
Do seu canto na sala do trono, Negrinha viu-as irromperem pela casa como dois anjos do céu — alegres, pulando e rindo com a vivacidade de cachorrinhos novos. Negrinha olhou imediatamente para a senhora, certa de vê-la armada para desferir contra os anjos invasores o raio dum castigo tremendo.
Mas abriu a boca: a sinhá ria-se também... Quê? Pois não era crime brincar? Estaria tudo mudado — e findo o seu inferno — e aberto o céu? No enlevo da doce ilusão, Negrinha levantou-se e veio para a festa infantil, fascinada pela alegria dos anjos.
Mas a dura lição da desigualdade humana lhe chicoteou a alma. Beliscão no umbigo, e nos ouvidos, o som cruel de todos os dias: “Já para o seu lugar, pestinha! Não se enxerga”?
Com lágrimas dolorosas, menos de dor física que de angústia moral —sofrimento novo que se vinha acrescer aos já conhecidos — a triste criança encorujou-se no cantinho de sempre.
— Quem é, titia? — perguntou uma das meninas, curiosa.
— Quem há de ser? — disse a tia, num suspiro de vítima. — Uma caridade minha. Não me corrijo, vivo criando essas pobres de Deus... Uma órfã. Mas brinquem, filhinhas, a casa é grande, brinquem por aí afora.
— Brinquem! Brincar! Como seria bom brincar! — refletiu com suas lágrimas, no canto, a dolorosa martirzinha, que até ali só brincara em imaginação com o cuco.
Chegaram as malas e logo:
— Meus brinquedos! — reclamaram as duas meninas.
Uma criada abriu-as e tirou os brinquedos.
Que maravilha! Um cavalo de pau!... Negrinha arregalava os olhos. Nunca imaginara coisa assim tão galante. Um cavalinho! E mais... Que é aquilo? Uma criancinha de cabelos amarelos... que falava “mamã”... que dormia...
Era de êxtase o olhar de Negrinha. Nunca vira uma boneca e nem sequer sabia o nome desse brinquedo. Mas compreendeu que era uma criança artificial.
— É feita?... — perguntou, extasiada.
E dominada pelo enlevo, num momento em que a senhora saiu da sala a providenciar sobre a arrumação das meninas, Negrinha esqueceu o beliscão,o ovo quente, tudo, e aproximou-se da criatura de louça. Olhou-a com assombrado encanto, sem jeito, sem ânimo de pegá-la.
As meninas admiraram-se daquilo.
— Nunca viu boneca?
— Boneca? — repetiu Negrinha. — Chama-se Boneca?
Riram-se as fidalgas de tanta ingenuidade.
— Como é boba! — disseram. — E você como se chama?
— Negrinha.
As meninas novamente torceram-se de riso; mas vendo que o êxtase da bobinha perdurava, disseram, apresentando-lhe a boneca:
— Pegue!
Negrinha olhou para os lados, ressabiada, como coração aos pinotes. Que ventura, santo Deus! Seria possível? Depois pegou a boneca. E muito sem jeito, como quem pega o Senhor menino, sorria para ela e para as meninas, com assustados relanços de olhos para a porta. Fora de si, literalmente... era como se penetrara no céu e os anjos a rodeassem, e um filhinho de anjo lhe tivesse vindo adormecer ao colo. Tamanho foi o seu enlevo que não viu chegar a patroa, já de volta. Dona Inácia entreparou, feroz, e esteve uns instantes assim, apreciando a cena.
Mas era tal a alegria das hóspedes ante a surpresa extática de Negrinha, e tão grande a força irradiante da felicidade desta, que o seu duro coração afinal bambeou. E pela primeira vez na vida foi mulher. Apiedou-se.
Ao percebê-la na sala Negrinha havia tremido, passando-lhe num relance pela cabeça a imagem do ovo quente e hipóteses de castigos ainda piores. E incoercíveis lágrimas de pavor assomaram-lhe aos olhos.
Falhou tudo isso, porém. O que sobreveio foi a coisa mais inesperada do mundo — estas palavras, as primeiras que ela ouviu, doces, na vida:
— Vão todas brincar no jardim, e vá você também, mas veja lá, hein?
Negrinha ergueu os olhos para a patroa, olhos ainda de susto e terror. Mas não viu mais a fera antiga. Compreendeu vagamente e sorriu.
Se alguma vez a gratidão sorriu na vida, foi naquela surrada carinha...
Varia a pele, a condição, mas a alma da criança é a mesma — na princesinha e na mendiga. E para ambos é a boneca o supremo enlevo. Dá a natureza dois momentos divinos à vida da mulher: o momento da boneca — preparatório —, e o momento dos filhos — definitivo. Depois disso, está extinta a mulher.
Negrinha, coisa humana, percebeu nesse dia da boneca que tinha uma alma. Divina eclosão! Surpresa maravilhosa do mundo que trazia em si e que desabrochava, afinal, como fulgurante flor de luz. Sentiu-se elevada à altura de ente humano. Cessara de ser coisa — e doravante ser-lhe-ia impossível viver a vida de coisa. Se não era coisa! Se sentia! Se vibrava!
Assim foi — e essa consciência a matou.
Terminadas as férias, partiram as meninas levando consigo a boneca, e a casa voltou ao ramerrão habitual. Só não voltou a si Negrinha. Sentia-se outra, inteiramente transformada.
Dona Inácia, pensativa, já a não atazanava tanto, e na cozinha uma criada nova, boa de coração, amenizava-lhe a vida.
Negrinha, não obstante, caíra numa tristeza infinita. Mal comia e perdera a expressão de susto que tinha nos olhos. Trazia-os agora nostálgicos, cismarentos.
Aquele dezembro de férias, luminosa rajada de céu trevas adentro do seu doloroso inferno, envenenara-a.
Brincara ao sol, no jardim. Brincara!... Acalentara, dias seguidos, a linda boneca loura, tão boa, tão quieta, a dizer mamã, a cerrar os olhos para dormir. Vivera realizando sonhos da imaginação. Desabrochara-se de alma.
Morreu na esteirinha rota, abandonada de todos, como um gato sem dono. Jamais, entretanto, ninguém morreu com maior beleza. O delírio rodeou-a de bonecas, todas louras, de olhos azuis. E de anjos... E bonecas e anjos remoinhavam-lhe em torno, numa farândola do céu. Sentia-se agarrada por aquelas mãozinhas de louça — abraçada, rodopiada.
Veio a tontura; uma névoa envolveu tudo. E tudo regirou em seguida, confusamente, num disco. Ressoaram vozes apagadas, longe, e pela última vez o cuco lhe apareceu de boca aberta.
Mas, imóvel, sem rufar as asas.
Foi-se apagando. O vermelho da goela desmaiou...
E tudo se esvaiu em trevas.
Depois, vala comum. A terra papou com indiferença aquela carnezinha de terceira — uma miséria, trinta quilos mal pesados...
E de Negrinha ficaram no mundo apenas duas impressões. Uma cômica, na memória das meninas ricas.
— “Lembras-te daquela bobinha da titia, que nunca vira boneca?”
Outra de saudade, no nó dos dedos de dona Inácia.
— “Como era boa para um cocre!...”

Monteiro Lobato, natural de Taubaté (SP), nasceu em 18/04/1882. É uma das figuras excepcionais das letras brasileiras. Jornalista, contista, criador de deliciosas histórias para crianças, suscitador de problemas, ensaísta e homem de ação, encheu com seu nome um largo período da vida nacional. Com a publicação do livro de contos "Urupês", em julho de 1918, quando já contava com 36 anos de idade, chama para o seu talento de escritor a atenção de todo o país. Cita-o Ruy Barbosa, em discurso, encontrando no seu Jeca Tatu um símbolo da realidade rural brasileira. Lança-se à indústria editorial, publica livros e mais livros — "Onda Verde", "Idéias de Jeca Tatu", "Cidades Mortas", "Negrinha", "Fábulas", "O Choque", etc. Fracassa como editor, ao lançar a firma Monteiro Lobato & Cia., mas volta com a Companhia Editora Nacional, ao lado de Octales Marcondes, e triunfa. Tenta a exploração de petróleo, e acaba na cadeia, perseguido pela ditadura de Getúlio Vargas. Não só escreve, como traduz sem pausa, dezenas e dezenas de livros, especialmente de Kipling. Uma vida cheia. E uma grande obra, que lhe preservará o nome glorioso. Foi um grande homem, um grande brasileiro e um dos maiores escritores — em todo o mundo — de histórias para crianças. Basta dizer que, no período de 1925 a 1950 foram vendidos aproximadamente um milhão e quinhentos mil exemplares de seus livros.
Era, de fato, um ser plural: escritor precursor do realismo fantástico, escritor de cartas, escritor de obras infantis, ensaísta, crítico de arte e literatura, pintor, jornalista, empresário, fazendeiro, advogado, sociólogo, tradutor, diplomata, etc. Faleceu na cidade de São Paulo (SP), no dia 04 de julho de 1948. 
O texto acima foi publicado originalmente em livro do mesmo nome, tendo sido selecionado por Ítalo Moriconi e consta de "Os cem melhores contos brasileiros do século", editora Objetiva — Rio de Janeiro, 2000, pág. 78.